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Editores e produtores

 

Litografia Amorim

Empregados da Litografia Amorim à porta da empresa, na Rua do Arco, em Lisboa, ca.1954-57 (foto gentilmente cedida por Eugénio Silva)

Júlio de Amorim
(Lisboa, 1909 – ?, ca. 1988)

Dispomos de escassa informação sobre este colaborador da Romano Torres, embora tenha sido um dos ilustradores de maior nomeada.

Os seus primeiros trabalhos surgiram na Stadium, em 1932, ano do lançamento desta revista desportiva. Profusamente ilustrada com fotografias, a Stadium contava também com retratos dos jogadores, assim como apostava no arranjo gráfico, que se destacou, à época, no que diz respeito aos periódicos desportivos.

Como gravador, trabalhou na revista de banda desenhada Tic-Tac, publicada entre 1930 e 1937.

Dedicou-se pois desde muito cedo às artes gráficas, decerto por influência do seu pai, desenhador que fundara a Litografia Amorim. Foi nesta litografia que Júlio de Amorim fez carreira, dirigindo-a durante várias décadas em parceria com o seu irmão Lauro. A Litografia Amorim fornecia artes gráficas às editoras com as quais trabalhava, nomeadamente: concepção gráfica, ilustrações, gravuras, etc., acabamento e também a própria impressão.

Segundo testemunho de Eugénio Silva [1], que aí começou a trabalhar em 1954, a essa época a Romano Torres trabalhava exclusivamente com a Litografia Amorim, embora esta trabalhasse para outras editoras como a Livraria Civilização.

Para além de gerir a empresa, Júlio de Amorim também participava activamente como capista, sendo autor de várias capas de sucesso nas colecções «Manecas» e «Salgari». Foi talvez o ilustrador de maior importância na Romano Torres, quer pelo estilo que incutiu (o blogue O gato alfarrabista [2] caracteriza-o como «heráldico mas singularmente atractivo»), quer simplesmente pelo número de livros com ilustrações de sua autoria. Entre muitos outros, destacam-se: O anão amarelo, de Leyguarda Ferreira (1944, colecção «Manecas»), Alice no país das maravilhas, de Henrique Marques Júnior (1946, colecção «Manecas») e A fada vingativa, de Leyguarda Ferreira (1956, colecção «Manecas»).

Embora a Porbase não disponha de qualquer registo, terá também feito a capa de alguns volumes das colecções «Salgari» e «Grandes mistérios, grandes aventuras» [3].

Afonso Reis Cabral
16-01-2014

Bibliografia activa (selecção de algumas obras)

O anão amarelo: novela infantil, 1944, Leyguarda Ferreira, colecção «Manecas», Lisboa: Romano Torres.
Localização:        L. 36332//4 P. e P. 15196 P. (BNP)

Alice no país das maravilhas, 1946, Henrique Marques Júnior, colecção «Manecas», Lisboa: Romano Torres.
Localização:        L. 37758//5 P. e P. 17111 P. (BNP)

A fada vingativa: novela infantil, [D.L. 1956], Leyguarda Ferreira, colecção «Manecas», Lisboa: Romano Torres.
Localização:        P. 6058//6 P. (BNP) e 87-A 4417 (C.M. Oeiras – Bibl. de Algés)

 

Bibliografia passiva

Pinheiro, Francisco, 2005, «Imprensa desportiva portuguesa: do nascimento à consolidação (1893-1945)», Ler História, n.º 49 (última consulta 16-01-2014), p. 186.

«Júlio de Amorim», verbete no blogue O gato alfarrabista (última consulta 16-01-2014).

Sá, Leonardo de, e António Dias de Deus, 1999, Dicionário dos autores de banda desenhada e cartoon em Portugal, Amadora, p. 17.

 


[1] Vide resenha dedicada a este autor.

[2] Cf. bibliografia passiva.

[3] Cf. Dicionário dos autores de banda desenhada e cartoon em Portugal, p. 17 (vide bibliografia).

 

FNA, in Geneall

FNA, in Geneall


Francisco Noronha Andrade
(Lisboa, 1955- )

Último representante da importante dinastia de editores que dirigiu a Romano Torres durante quase um século, Francisco Noronha Andrade, nascido em 1955, é economista de formação.

Os seus estudos, tal como os de muitos outros lisboetas, passaram pelo liceu Pedro Nunes. Seguiu-se a formação superior no antigo ISCTE, hoje Instituto Universitário de Lisboa.

Para além do trabalho na área do imobiliário, a que esteve ligado até há pouco tempo, Francisco Noronha Andrade é pintor, tendo promovido, entre outras, a exposição «Celebração. Gratidão. Abstracção – Cristo Rei 50 Anos», ligada à Associação dos Servitas de Nosssa Senhora de Fátima, a qual integra desde 1978.

Trineto de João Romano Torres, a ele deve-se o novo impulso que a editora viveu a partir de finais dos anos 70 do século XX, com reedições centradas nas grandes colecções do passado, como a «Salgari», agora com capas de Eugénio Silva, mas também a aposta em novos títulos e novas colecções, como a «Economia em marcha». Sucedeu ao avô Augusto Carlos Farinha, genro de Carlos Bregante Torres, na direcção da editora.

Entre os títulos por si publicados, realce para a 2.ª ed. do livro História extraordinária de Iratan e Iracêma, ed. fac simile da de 1983, reeditado “graças à vontade de Paulo-Guilherme d’Eça Leal, filho de Olavo [d'Eça Leal, o autor do texto]” (como se pode ler na respectiva badana). A 1.ª edição foi publicada pela Livraria Portugália em 1939, reunindo os 38 fragmentos do folhetim lido pelo autor aos microfones da Emissora Nacional no programa “Meia Hora de Recreio”, a que se aditou as ilustrações de Paulo Ferreira. Logo depois recebeu o Prémio Maria Amália Vaz de Carvalho para romance infantil, atribuído pelo SPN. Apesar do bom acolhimento e da qualidade reconhecida da obra (atestado por especialistas como Adolfo Simões Müller e Guilherme Castilho), teve que se esperar quase meio século para ser reeditada.

Nos anos 1980, Francisco Noronha Andrade foi ainda dirigente da APEL e, como tal, um dos representantes da delegação portuguesa na famosa Feira de Frankfurt, principal certame mundial do livro.

Preocupado com a memória da editora, e por conseguinte da sua família, é a ele também que se deve a conservação de todo o espólio da editora.

 

Bibliografia activa (selecção de obras)

Editor

A cabana do pai Tomás: romance, 1976, Harriet Becher Stowe, trad. de Leyguarda Ferreira, 8.ª ed., colecção «Obras escolhidas de autores escolhidos», n.º 11, Lisboa: Romano Torres.

Localização: L. 71809 P. (BNP); 820-A 1985 (C.M. Oeiras – Bibl. Municipal de Algés)

História extraordinária de Iratan e Iracêma. Os meninos mais malcriados do mundo, 2.ª ed. (fac simile), 1983, Olavo d’Eça Leal, il. Paulo Ferreir,  Lisboa: Edições Romano Torres.

Localização: L. 33059 V. (BNP); I – LIT/HIS/LEA (Biblioteca da ESE-IPB, Bragança); 02/1119 SA(Bibl. Pub. Reg. da Madeira)

A montanha de luz: romance de aventuras, 1981, Emílio Salgari, trad. Bernardo de Alcobaça, il. Eugénio Silva, 6.ª ed., colecção «Salgari», n.º 1, Lisboa: Romano Torres.

Localização: 82-93/SAL-J (BNP)
Ceyrac, François, 1979, Frente a frente, economias de mercado e planificadas, col. «A economia em marcha», capa de José Antunes, Lisboa: Romano Torres

Bibliografia passiva

Ficha no Geneall

Entrevista a Francisco Noronha Andrade

Afonso Reis Cabral e Daniel Melo (c) 2014

 

 

Bregante TorresA. Duarte de Almeida
 (Lisboa, 1879 – Lisboa?, 1973)

A. Duarte de Almeida, pseudónimo de Carlos Bregante Torres, foi uma figura basilar na Romano Torres, não só porque aí colaborou enquanto tradutor e editor literário, como também por participar activamente no negócio familiar da editora, já que era o filho primogénito de João Romano Torres.

A partir de 1907, ao ter-se tornado sócio da editora depois de alguns anos como gerente, a firma passou a tomar o nome João Romano Torres & C.ª.

Casou-se em 1900 com Palmira de Jesus Castelo Branco Lucas, de quem teve apenas uma filha. Foi comendador da Ordem de Benemerência da Cruz Vermelha Espanhola.

A sua actividade na editora sob o pseudónimo A. Duarte de Almeida foi intensa, contando com mais de 70 colaborações, com especial relevo para a Enciclopédia histórica de Portugal (1937), por si dirigida. Esta enciclopédia era composta por 12 volumes profusamente ilustrados. Dirigiu também A mulher médica na família: higiene e medicina pratica (1921) e várias obras de cariz histórico, como as que se inserem na colecção «Portugal Histórico» (por exemplo, Os últimos Braganças, de 1936).

Como tradutor, a obra que mais se destacou pelo elevado número de reimpressões (16) foi John, chauffeur russo, de Max du Veuzit, mas também traduziu títulos variados de diversos autores, desde Emílio Salgari a Perez Escrich.

 

Afonso Reis Cabral
4-12-2013

 

Bibliografia activa (selecção de algumas obras)


Tradutor

A prosa da glória, [19--], Enrique Perez Escrich, Lisboa: João Romano Torres.
Localização:        L. 14078 P. (BNP)

A mascara da vergonha, [D.L. 1923], Georges Ohnet, Lisboa: João Romano Torres.
Localização:        L. 19625 P. (BNP)

O solar dos castanheiros: romance, [1939], Max du Veuzit, 2.ª ed., Lisboa: João Romano Torres.
Localização:        L. 32351 P. (BNP)

John, chauffeur russo: romance, 1942, Max du Veuzit, 4.ª ed., Lisboa: Romano Torres.
Localização:        L. 34209 P. (BNP)

O rei da montanha, 1958, Emílio Salgari, 2.ª ed., colecção «Salgari» n.º 29, Lisboa: Romano Torres.
Localização:        L. 47518 P. (BNP), I82-3(08) SAL29 (Bibl. Públ. Penafiel)

Editor literário

A mulher medica na familia: hygiene e medicina pratica: obra elaborada segundo os melhores trabalhos dos especialistas modernos, 1921, Lisboa: João Romano Torres.
Localização:        S.A. 9086 V. (BNP); P-A-264 (Bibl. Pub. Mun. Porto)

Os últimos Braganças: reinados de D. Carlos e D. Manuel II, 1889-1910, 1936, colecção «Portugal Histórico», n.º 11, Lisboa: João Romano Torres.
Localização:        H.G. 24278 P. (BNP); 946.9″18″BRA (Univ. Católica Port. – Bibl. João Paulo II); EG379XI (Bibl. Mun. de Elvas); 1332/11 (Biblioteca das Academia das Ciências de Lisboa)

Enciclopédia Histórica de Portugal, 1937, Lisboa: Romano Torres.
Localização:        BNP: P. 11887 P. (1.º v.), P. 11888 P. (2.º v.), P. 11889 P. (3.º v.), P. 11890 P. (4.º v.), P. 11891 P. (5.º v.), P. 11892 P. (6.º v.), P. 11893 P. (7.º v.), P. 11894 P. (8.º v.), P. 11895 P. (9.º v.), P.11896 P. (10.º v.), P. 11897 P. (11.º v.), P. 11898 P. (12.º v.)

O Mestre de Aviz: romance histórico, 1940, Carlos Pinto de Almeida, Lisboa: João Romano Torres.
Localização:        L. 33484 P. (BNP)

O medico da familia: obra elaborada segundo os melhores trabalhos dos especialistas modernos, [1942], Lisboa: João Romano Torres & Ca.
Localização: S.A. 16680 V. (BNP)

 

Bibliografia passiva

Andrade, Adriano da Guerra, 1999, Dicionário de pseudónimos e iniciais de escritores portugueses, Lisboa: Biblioteca Nacional, p. 19.

«Carlos de Bregante Torres», ficha genealógica no sítio GeneAll (última consulta a 6-12-2013).

Medeiros, Nuno, 2013, «João Romano Torres e C.ia: hermenêutica social de uma editora», Escola de São Paulo de estudos avançados sobre a globalização da cultura no século XIX (última consulta 5-12-2013).

«Recreio, Empresa Editora do», 1912, verbete in Portugal, dicionario histórico, chorographico, biographico, bibliographico, heraldico, numismatico e artístico, vol. VI, Lisboa: João Romano Torres & C.ª – Editores, pp. 134-5

«Torres, João», 1915, verbete in Portugal, dicionario histórico, chorographico, biographico, bibliographico, heraldico, numismatico e artístico, vol. VII, Lisboa: João Romano Torres & C.ª – Editores, p. 179.

«Torres, Lucas Evangelista», 1915, verbete in Portugal, dicionario histórico, chorographico, biographico, bibliographico, heraldico, numismatico e artístico, vol. VII, Lisboa: João Romano Torres & C.ª – Editores, pp. 181-2.

 

 

 

in Notícias Ilustrado, 1935

in Notícias Ilustrado, 1935

João Romano Torres
 (Lisboa, 1855 – Lisboa, 1935)

 

Filho de Lucas Evangelista Torres, decano dos tipógrafos portugueses, e de Maria Romana Machado, oriunda de uma família de livreiros, João Romano Torres herdou a tradição editorial em que nasceu.

Aprendeu tipografia desde muito cedo na oficina do seu pai, com o qual trabalhou até 1877. Estabeleceu nessa data uma pequena imprensa que não singrou, embora tenha conseguido editar alguns títulos. O editor Henrique Zeferino de Albuquerque (1842-1925) contratou-o anos depois para gerir a tipografia da sua editora. Tratar-se-ia provavelmente da grande tipografia que fundou em 1881 para editar o monumental Dicionário universal português ilustrado, que depois de muitas adversidades acabou por ficar apenas em 4 volumes, correspondentes às letras A, B e M.

Em 1886, Romano Torres adquiriu o periódico O Recreio, Publicação Semanal, Litteraria e Charadistica, que havia sido lançado no ano anterior por Ignacio Moreira. Nesse mesmo ano, fundou a editora com o mesmo nome da revista semanal, embora tenha usado desde logo diversas chancelas como Typ. do Diccionario Universal Portuguez, Typographia do «Recreio» e João Romano Torres – Editor [1]. Para além da própria edição da revista, ter-se-á estreado em 1888 com a tradução do romance realista A magnetizada, incluído na colecção «Biblioteca de “O Recreio”» [2].

A nova editora, que começara como tipografia, só alcançou alguma estabilidade financeira em 1898, altura em que João Romano Torres começou a apostar em empreitadas de maior nomeada, entre as quais a enciclopédia Portugal (1904-1915) e os romances históricos de autores portugueses como Campos Júnior, Rocha Martins e Eduardo de Noronha, entre outros.

No início da carreira, a edição de obras literárias em fascículos, disponíveis por assinatura (Rocha Martins e Campos Júnior foram assim publicados), deram-lhe a segurança financeira de que precisava.

Em 1907, depois de ter associado o seu filho Carlos Bregante Torres [3] à editora, a casa passa a seguir a denominação João Romano Torres & C.ª.

Como editor, caracterizou-se sobretudo pela aposta em três vertentes que lhe eram caras: obras de referência, vulgarização e narrativa de ficção (com originais e traduções) [4].

Entre as obras de referência, conta-se a célebre enciclopédia Portugal, dirigida por Esteves Pereira e Guilherme Rodrigues, em relação à qual houve um verdadeiro esforço editorial que decorreu entre 1904 e 1915.

As obras de vulgarização foram uma aposta continuada inclusive pelo seu filho Carlos Bregante Torres, que editou em 1921, sob o pseudónimo A. Duarte de Almeida, a obra A mulher medica na família, volume sobre higiene e medicina prática que reúne textos de especialistas na área.

Quanto às obras de ficção, muitas eram de cariz popular, o que permitiu que a editora chegasse a um vasto público. Aquando da morte de João Romano Torres, o jornal República atribuiu-lhe responsabilidades na «difusão do gosto pela leitura nas camadas populares» [5]. Para além da aposta em colecções que foram de enorme sucesso, como a «Salgari», João Romano Torres promoveu autores portugueses, muitos deles bastantes jovens quando se estrearam na editora, como é o caso, por exemplo, do historiador João Ameal.

A editora Romano Torres, graças à dedicação da sua descendência, manteve-se no activo até aos anos 80 do século XX, perfazendo assim praticamente 100 anos de existência.

Quando morreu, para além de ter sido caracterizado como o mais velho editor em actividade, foi recordado como «pessoa muito afável e bondosa», possuidora de crédito «ilimitado» em Lisboa [6].

 

Afonso Reis Cabral
12-03-2014

 

Bibliografia activa (pequena selecção de algumas obras relevantes publicadas em vida de João Romano Torres)

 

Almeida, A. Duarte de, 1921, A mulher medica na familia: hygiene e medicina pratica: obra elaborada segundo os melhores trabalhos dos especialistas modernos, Lisboa: João Romano Torres.
Localização:        S.A. 9086 V. (BNP); P-A-264 (Bibl. Pub. Mun. Porto)

Campos Júnior, António Maria de, 1911, A rainha-madrasta: romance histórico, Lisboa: João Romano Torres, 2 vol. (ao primeiro volume faltam 76 páginas).
Localização:        821.134.3-3 CAM (C.M. Tondela – Biblioteca Tomás Ribeiro); L. 25837 P. (BNP [ed. sem data, possivelmente 1.ª ed.])

Martins, Rocha, 1903, Maria da Fonte: romance historico, 2 vols., Lisboa: J. Romano Torres.
Localização:          L. 3588 A. e L. 3588 A. (BNP)

Noronha, Eduardo de Noronha, [1921], Diccionario universal illustrado linguistico e encyclopedico, 11 vol., Lisboa: ed. João Romano Torres & Ca.
Localização:        TR. 1013 V. (BNP)

Rodrigues, Guilherme, e Esteves Pereira, 1904-195, Portugal: diccionario historico, chorographico, heraldico, biographico, bibliographico, numismatico e artistico : abrangendo a minuciosa descripção de todos os factos notaveis da história portugueza, etc., etc., obra il. com centenares de photogravuras e redigida segundo os trabalhos dos mais notáveis escriptores, Lisboa: João Romano Torres.
Localização:        H.G. 52893 V., H.G. 52894 V., H.G. 52895 V., H.G. 52896 V., H.G. 52897 V., H.G. 52898 V. e H.G. 52899 V. (BN)

Almeida, A. Duarte de, A mulher medica na familia: hygiene e medicina pratica: obra elaborada segundo os melhores trabalhos dos especialistas modernos, 1921, Lisboa: João Romano Torres.
Localização:        S.A. 9086 V. (BNP); P-A-264 (Bibl. Pub. Mun. Porto)

 

Bibliografia passiva

Anselmo, Artur, 1997, «O comércio livreiro de cadernetas e fascículos», Leituras, s.3, n.º 1, p. 97-104.

«Alguns aspectos da vida de João Romano Torres», 22-5-1935, obituário do jornal República.

Medeiros, Nuno, 2013, «João Romano Torres e C.ia: hermenêutica social de uma editora», Escola de São Paulo de estudos avançados sobre a globalização da cultura no século XIX (última consulta 12-03-2014).

Melo, Daniel, 2013, «Romano Torres: uma casa centenária», site Romano Torres (última consulta 12-03-2014).

Melo, Daniel, 2013, «Para uma história da edição no Portugal contemporâneo: estudo de caso das Edições Romano Torres», in Maria Fernanda Rollo (coord.), Atas I Congresso de História Contemporânea, s.l., IHC / CEIS20 / Rede História, Maio, p. 555-65.

«Recreio, Empresa Editora do», 1912, verbete in Portugal, dicionario histórico, chorographico, biographico, bibliographico, heraldico, numismatico e artístico, vol. VI, Lisboa: João Romano Torres & C.ª – Editores, p. 134-5.

«Torres, João», 1915, verbete in Portugal, dicionario histórico, chorographico, biographico,  bibliographico, heraldico, numismatico e artístico, vol. VII, Lisboa: João Romano Torres & C.ª – Editores, p. 179.

«Torres, Lucas Evangelista», 1915, verbete in Portugal, dicionario histórico, chorographico,  biographico, bibliographico, heraldico, numismatico e artístico, vol. VII, Lisboa: João Romano Torres & C.ª – Editores, pp. 181-2.

 


[1] Cf. Nuno Medeiros, p. 2, vd. bibliografia.

[2] Cf. Daniel Melo, 2013, «Romano  Torres: uma casa centenária»; cf. Daniel Melo, 2013, «Para uma história da edição no Portugal contemporâneo: estudo de caso das Edições Romano Torres», pp. 555-65, vd. bibliografia; cf. também Portugal…, vol. VI, p. 179, vd. bibliografia.

[3] Vd. verbete dedicado a este colaborador.

[4] cf. Daniel Melo, 2013, «Para uma história da edição no Portugal contemporâneo: estudo de caso das Edições Romano Torres», pp. 576-7, vd. bibliografia.

[5] Vd. bibliografia.

[6] Ibidem.

 

 

img_218215909_1371950963_abigHenrique Bregante Torres
(Lisboa, 1884 – ?, ?)

 

Filho mais novo de João Romano Torres, Henrique Torres colaborou com a editora do pai enquanto tipógrafo.

Embora tivesse mantido estreita parceria com a Romano Torres, Henrique Torres desenvolveu uma carreira de editor a solo, sob a chancela Henrique Torres – Editor, empresa sediada na Rua de São Bento. Ao contrário do seu irmão Carlos Bregante Torres [1], não participou directamente na empresa do pai.

O perfil da sua editora assemelha-se ao da Romano Torres, não só porque recorreu a ilustradores desta, nomeadamente a Ramos Ribeiro (Os crimes do máscara negra, vol. I, s.d.) e a Alfredo de Morais [2] (A Maria da Fonte, s.d.), mas também porque editou alguns autores em comum (por exemplo, Perez Escrich em O mártir de Golgotha, s.d.).

Esta semelhança incidiu na própria orientação da editora para a «literatura popular», tanto na área do romance policial como nas obras de vulgarização. Isso mesmo é salientado por A.J. Ferreira: «Consta que Henrique Torres, no decurso dos anos 20 e 30, rivalizou ombro a ombro com João Romano Torres (o editor de Emílio Salgari), na satisfação do mercado de literatura popular de alta tensão e baixo preço. Não dispondo de uma estrela como Salgari, Henrique Torres reuniu ao seu serviço, uma equipa de jornalistas-literatos, que atrás de uma fachada de fictícios nomes estrangeiros, lhe forneciam textos originais, adaptações e traduções (?) para alimentar a publicação simultânea de séries de aventuras policiais entre outros géneros» [3].

A aposta da editora de Henrique Torres no policial foi clara. A obra O caso do policial português [4] inclui no seu catálogo quase meia centena de títulos, com especial destaque para Alberto Victor Machado, que foi um dos autores recorrentes e também ele colaborador da Romano Torres.

Como tipógrafo, imprimiu várias obras para a Romano Torres, entre as quais se destacam variados títulos das colecções «Salgari» e «Grandes Mistérios, Grandes Aventuras».

Foi pai de João Capela Torres, também ele editor.

 

Afonso Reis Cabral
14-03-2014

 

Bibliografia activa (selecção de algumas obras impressas na Romano Torres por Henrique Torres)

 

Barnner, Philip, 1953, O misterioso caso de Lincoln: romance policial, trad. José Rosado, col. «Grandes mistérios, grande aventuras», n.º 75, Lisboa: Romano Torres, 1953.
Localização:        L. 41483 P. (BNP); 81/75 (Biblioteca da Academia das Ciências de Lisboa)

 

Ferreira, Leyguarda, 1971, O gigante das sete cabeças, des. Eugénio Silva, col. «Manecas», Lisboa: João Romano Torres.
Localização:        em falta

 

Lang, Jeffrey, 1953, O caso da feitoria Kenny: romance policial, trad. José Rosado, col. «Grandes mistérios, grande aventuras» n.º 78, Lisboa: Romano Torres.
Localização:        L. 41512 P. (BNP); L. 96979 P. (BNP); 81/78 (Biblioteca da Academia das Ciências de Lisboa)

 

Salgari, Emílio, 1958, As maravilhas do ano 2000, trad. Carlos José de Meneses, col. «Salgari» n.º 32, 3.ª ed., Lisboa: Romano Torres.
Localização:        L. 47565 P. (BNP)
Salgari, Emílio, 1961, Sandokan reconquista Mompracem, trad. Leyguarda Ferreira, col. «Salgari» n.º 144, 3.ª ed., Lisboa: Romano Torres.
Localização:        P. 13679 P. (BNP)

Bibliografia passiva

«Alguns aspectos da vida de João Romano Torres», República, 22-5-1935, obituário de João Romano Torres.

Medeiros, Nuno, 2013, «João Romano Torres e C.ia: hermenêutica social de uma editora», Escola de São

Paulo de estudos avançados sobre a globalização da cultura no século XIX (última consulta 12-03-2014).

Melo, Daniel, 2013, «Romano  Torres: uma casa centenária», site do projecto Romano Torres (última consulta 14-03-2014).

Melo, Daniel, 2013, «Para uma história da edição no Portugal contemporâneo: estudo de caso das Edições Romano Torres», in Maria Fernanda Rollo (coord.), Atas I Congresso de História Contemporânea, s.l., IHC / CEIS20 / Rede História, Maio, p. 555-65.

«Recreio, Empresa Editora do», 1912, verbete in Portugal, dicionario histórico, chorographico, biographico, bibliographico, heraldico, numismatico e artístico, vol. VI, Lisboa: João Romano Torres & C.ª – Editores, p. 134-5.

Sá, Luís de, Manuela Rêgo, 1998, O caso do policial português, Lisboa: Câmara Municipal de Lisboa, Departamento de Cultura, Divisão de Bibliotecas e Documentação, pp. 49-53.

«Torres, João», 1915, verbete in Portugal, dicionario histórico, chorographico, biographico,  bibliographico, heraldico, numismatico e artístico, vol. VII, Lisboa: João Romano Torres & C.ª – Editores, p. 179.

«Torres, Lucas Evangelista», 1915, verbete in Portugal, dicionario histórico, chorographico,  biographico, bibliographico, heraldico, numismatico e artístico, vol. VII, Lisboa: João Romano Torres & C.ª – Editores, pp. 181-2.


[3] Apud O caso do policial português, p. 50, vd. bibliografia.

[4] Cf. pp. 49-53, vd. também bibliografia deste verbete.

 

Augusto Carlos Farinha