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Tradutores

 

 

A

 

 

Alcobaça, Bernardo de, pseud. de Aguiar, Armando Borges de e/ou Leal, Pedro Herculano de Morais, também Autor

Ilustração orginal de Ramos Ribeiro para História ilustrada da guerra de 194

Ilustração orginal de Ramos Ribeiro para História ilustrada da guerra de 194

Bernardo de Alcobaça
(?, ? – ?, ?)

Embora não saibamos sem sombra de dúvida a que pessoa se refere, estamos sem dúvida perante um pseudónimo. O Dicionário de pseudónimos [1] aponta este nome, certamente uma homenagem ao monge cisterciense homónimo do século XV, como sendo utilizado por Armando Borges de Aguiar (1906-?) e/ou Pedro Herculano de Morais Leal.

Embora a Grande enciclopédia portuguesa e brasileira aponte Armando de Aguiar (jornalista nascido em 1906) como tendo escrito sob esse pseudónimo, as datas não coincidem com os registos de que dispomos, pois p.e. a História ilustrada da guerra de 1914 deverá ter sido editada provavelmente durante a própria guerra.

Assim, tratar-se-á quase de certeza de Pedro Herculano de Morais Leal, que é referido inclusive na obra Algumas achegas para uma bibliografia infantil (1928) como autor, noutras editoras, de A noiva de Pierrot e Tribunal em miniatura: comédia de um acto, sob o pseudónimo Bernardo de Alcobaça.

Para além de autor da obra sobre a Primeira Guerra Mundial, Bernardo de Alcobaça destacou-se na Romano Torres como importante tradutor de Salgari (entre outras, são suas as traduções de Os mistérios do Pólo Norte, 1921, e O último elefante branco, s.d.) e de alguns títulos da colecção «Azul», assim como por ter compilado as frases, pensamentos e episódios da Enciclopédia do Amor (última década do século XIX).

Afonso Reis Cabral

10-06-2014

 

Bibliografia activa

 

Encyclopedia do amor: colecção de phrases, pensamentos e anedotas…, [18--], recopilação feita dos melhores auctores por Bernardo de Alcobaça, Lisboa: Emp. Editora O Recreio.
Localização:        P. 6932 P. (BNP)

 

História illustrada da guerra de 1914, [191-] il. Ramos Ribeiro e Alfredo de Morais, Lisboa: João Romano Torres, 5 vols.
Localização:                       H.G. 5371-75 A. (BNP)

 

Os mistérios do Pólo Norte, 1921, Emílio Salgari, trad. Bernardo d’Alcobaça, Lisboa : João Romano Torres, 1921.
Localização:        L. 6965 P. (BNP)

 

O último elefante branco, [s.d.], Emílio Salgari, trad. Bernando d’Alcobaça, 2.ª ed., Lisboa: João Romano Torres & C.ª
Localização:        194/4 (Biblioteca da Academia das Ciências)

 

O mistério da dama do cinzento, [19--], Georges Ohnet, trad. de Bernardo de Alcobaça, colecção «Azul», Lisboa: João Romano Torres.
Localização:        B.R. 10897 (BNP)

 

A cidade do rei leproso, 1951, Emílio Salgari, 3.ª ed., Lisboa: Romano Torres.
Localização:        L. 40042 P., L. 98511 P. e L. 98512 P. (BNP)

 

Bibliografia passiva

Andrade, Adriano da Guerra, 1999, Dicionário de pseudónimos e iniciais de escritores portugueses, Lisboa: Biblioteca Nacional, p. 19.

«Aguiar (Armando Borges de)», s.d., verbete in Grande enciclopédia portuguesa e brasileira, Lisboa e Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia, Act. 1, p. 143.

Marques, Henrique, 1928, Algumas achegas para uma bibliografia infantil, Lisboa: Gráfica da Biblioteca Nacional, p. 113 (cota F. 7048, BNP) .

 


[1] Vd. bibliografia

Almeida, A. Duarte de, 1909-, pseud. de Carlos Bregante Torres, também Autor e Editor Literário

 

Bregante TorresA. Duarte de Almeida
 (Lisboa, 1879 – Lisboa?, 1973)

A. Duarte de Almeida, pseudónimo de Carlos Bregante Torres, foi uma figura basilar na Romano Torres, não só porque aí colaborou enquanto tradutor e editor literário, como também por participar activamente no negócio familiar da editora, já que era o filho primogénito de João Romano Torres.

A partir de 1907, ao ter-se tornado sócio da editora depois de alguns anos como gerente, a firma passou a tomar o nome João Romano Torres & C.ª.

Casou-se em 1900 com Palmira de Jesus Castelo Branco Lucas, de quem teve apenas uma filha. Foi comendador da Ordem de Benemerência da Cruz Vermelha Espanhola.

A sua actividade na editora sob o pseudónimo A. Duarte de Almeida foi intensa, contando com mais de 70 colaborações, com especial relevo para a Enciclopédia histórica de Portugal (1937), por si dirigida. Esta enciclopédia era composta por 12 volumes profusamente ilustrados. Dirigiu também A mulher médica na família: higiene e medicina pratica (1921) e várias obras de cariz histórico, como as que se inserem na colecção «Portugal Histórico» (por exemplo, Os últimos Braganças, de 1936).

Como tradutor, a obra que mais se destacou pelo elevado número de reimpressões (16) foi John, chauffeur russo, de Max du Veuzit, mas também traduziu títulos variados de diversos autores, desde Emílio Salgari a Perez Escrich.

 

Afonso Reis Cabral
4-12-2013

 

Bibliografia activa (selecção de algumas obras)


Tradutor

A prosa da glória, [19--], Enrique Perez Escrich, Lisboa: João Romano Torres.
Localização:        L. 14078 P. (BNP)

A mascara da vergonha, [D.L. 1923], Georges Ohnet, Lisboa: João Romano Torres.
Localização:        L. 19625 P. (BNP)

O solar dos castanheiros: romance, [1939], Max du Veuzit, 2.ª ed., Lisboa: João Romano Torres.
Localização:        L. 32351 P. (BNP)

John, chauffeur russo: romance, 1942, Max du Veuzit, 4.ª ed., Lisboa: Romano Torres.
Localização:        L. 34209 P. (BNP)

O rei da montanha, 1958, Emílio Salgari, 2.ª ed., colecção «Salgari» n.º 29, Lisboa: Romano Torres.
Localização:        L. 47518 P. (BNP), I82-3(08) SAL29 (Bibl. Públ. Penafiel)

Editor literário

A mulher medica na familia: hygiene e medicina pratica: obra elaborada segundo os melhores trabalhos dos especialistas modernos, 1921, Lisboa: João Romano Torres.
Localização:        S.A. 9086 V. (BNP); P-A-264 (Bibl. Pub. Mun. Porto)

Os últimos Braganças: reinados de D. Carlos e D. Manuel II, 1889-1910, 1936, colecção «Portugal Histórico», n.º 11, Lisboa: João Romano Torres.
Localização:        H.G. 24278 P. (BNP); 946.9″18″BRA (Univ. Católica Port. – Bibl. João Paulo II); EG379XI (Bibl. Mun. de Elvas); 1332/11 (Biblioteca das Academia das Ciências de Lisboa)

Enciclopédia Histórica de Portugal, 1937, Lisboa: Romano Torres.
Localização:        BNP: P. 11887 P. (1.º v.), P. 11888 P. (2.º v.), P. 11889 P. (3.º v.), P. 11890 P. (4.º v.), P. 11891 P. (5.º v.), P. 11892 P. (6.º v.), P. 11893 P. (7.º v.), P. 11894 P. (8.º v.), P. 11895 P. (9.º v.), P.11896 P. (10.º v.), P. 11897 P. (11.º v.), P. 11898 P. (12.º v.)

O Mestre de Aviz: romance histórico, 1940, Carlos Pinto de Almeida, Lisboa: João Romano Torres.
Localização:        L. 33484 P. (BNP)

O medico da familia: obra elaborada segundo os melhores trabalhos dos especialistas modernos, [1942], Lisboa: João Romano Torres & Ca.
Localização: S.A. 16680 V. (BNP)

 

Bibliografia passiva

Andrade, Adriano da Guerra, 1999, Dicionário de pseudónimos e iniciais de escritores portugueses, Lisboa: Biblioteca Nacional, p. 19.

«Carlos de Bregante Torres», ficha genealógica no sítio GeneAll (última consulta a 6-12-2013).

Medeiros, Nuno, 2013, «João Romano Torres e C.ia: hermenêutica social de uma editora», Escola de São Paulo de estudos avançados sobre a globalização da cultura no século XIX (última consulta 5-12-2013).

«Recreio, Empresa Editora do», 1912, verbete in Portugal, dicionario histórico, chorographico, biographico, bibliographico, heraldico, numismatico e artístico, vol. VI, Lisboa: João Romano Torres & C.ª – Editores, pp. 134-5

«Torres, João», 1915, verbete in Portugal, dicionario histórico, chorographico, biographico, bibliographico, heraldico, numismatico e artístico, vol. VII, Lisboa: João Romano Torres & C.ª – Editores, p. 179.

«Torres, Lucas Evangelista», 1915, verbete in Portugal, dicionario histórico, chorographico, biographico, bibliographico, heraldico, numismatico e artístico, vol. VII, Lisboa: João Romano Torres & C.ª – Editores, pp. 181-2.

 

Amaral Júnior, João, 1899-?, também Autor (e sob pseuds. Fernando Ralph, George Lody)

 

 

A legião maldita

A legião maldita, 1935


João dos Santos Amaral Júnior

(Lisboa, 1899 – ?)

Tal como Guedes do Amorim e Rocha Martins [1], não concluiu qualquer curso superior, sendo exemplo de mais um autodidacta de sucesso que colaborou com a Romano Torres.

Estreou-se antes dos 20 anos com o romance A ladra (1920), seguindo-se em 1923 novo romance intitulado Direito de viver com prefácio de Manuel Ribeiro. O Dicionário universal de literatura atribui ao bom acolhimento que teve destas primeiras obras o impulso que o levou a dedicar-se exclusivamente à literatura.

Embora não tivesse sido jornalista, colaborou enquanto crítico literário com o jornal A República e dirigiu o quinzenário Novidades Literárias.

Curiosamente, o Dicionário universal de literatura aponta o seu pseudónimo George Lody como sendo autor da «tradução livre» de alguns escritores estrangeiros, indicando como exemplos disso mesmo as obras Legião maldita, Rússia negra, Sentinelas dos mares, Braseiro ardente, Soldado da sombra e Espiões da paz. Há clara confusão, visto que é o próprio João Amaral Júnior que se apresenta como tradutor de um alegado autor francês de nome George Lody, afinal seu pseudónimo. Este caso foi desconstruído por Maria de Lin Sousa Moniz no seu ensaio [2]. No entanto, o verbete do Dicionário universal de literatura, publicado em 1940, serve de exemplo para a confusão que à época havia relativamente à pseudotradução (Amaral Júnior não foi o único na Romano Torres, veja-se os casos de Guedes de Amorim e José Rosado).

A colaboração de Amaral Júnior na Romano Torres foi intensa, quer como autor, quer como tradutor. Para além de ter escrito os seis romances já referidos sob o pseudónimo de George Lody, que constituíram a colecção «Dramas de espionagem: as aventuras dos mais célebres espiões internacionais», escreveu também sob o pseudónimo de Fernando Ralph o livro O golpe alemão (1936), e no seu próprio nome Minha mulher vai casar (s.d.), O nosso amor não é pecado (s.d.), A mulher que jurou não ser minha (1936), etc.

Enquanto tradutor, dedicou-se especialmente a Max du Veuzit e Claude Jauniére.

Não se conseguiu apurar a data ou o local da sua morte.

Afonso Reis Cabral
6-12-2013

 

Bibliografia activa (selecção de algumas obras)

Minha mulher vai casar, [s.d.], colecção «Azul», Lisboa: Edição Romano Torres.
Localização:        39/146 (Biblioteca da Academia das Ciências de Lisboa)

O nosso amor não é pecado, [s.d.], colecção «Azul», Lisboa: Edição Romano Torres.
Localização:        39/149 (Biblioteca da Academia das Ciências de Lisboa)

A legião maldita: romance, [1935], pseud. George Lody, colecção «Dramas da espionagem: as aventuras dos mais célebres espiões internacionais», n.º 1, Lisboa: João Romano Torres.
Localização:        820 LOD/G LEG (BNP)

Sentinela dos mares: romance, [193-], pseud. George Lody, colecção «Dramas da espionagem: as aventuras dos mais célebres espiões internacionais», n.º 2, Lisboa: João Romano Torres.
Localização:        L. 26056 P. (BNP)

A Rússia negra: romance, [193-], pseud. George Lody, colecção «Dramas da espionagem: as aventuras dos mais célebres espiões internacionais», n.º 3, Lisboa: João Romano Torres.
Localização:        L. 12055 V. (BNP)

Braseiro ardente: romance, [193-], pseud. George Lody, colecção «Dramas da espionagem: as aventuras dos mais célebres espiões internacionais», n.º 4, Lisboa: João Romano Torres.
Localização:        820 LOD/G BR (Univ. Católica Port. – Bibl. João Paulo II)

Soldados da sombra: romance, [193-], pseud. George Lody, colecção «Dramas da espionagem: as aventuras dos mais célebres espiões internacionais», n.º 5, Lisboa: João Romano Torres.
Localização:        L. 26389 P. (BNP)

Espiões da paz: romance, [193-], pseud. George Lody, colecção «Dramas da espionagem: as aventuras dos mais célebres espiões internacionais», n.º 6, Lisboa: João Romano Torres.
Localização:        L. 12106 V. (BNP), 820 LOD/G PAZ (Univ. Católica Port. – Bibl. João Paulo II)

A mulher que jurou não ser minha, 1936, Lisboa: João Romano Torres.
Localização:        L. 28469 P. (BNP)

O golpe alemão: documentário da actualidade, 1936, pseud. Fernando Ralph, Lisboa: João Romano Torres.
Localização:        H.G. 24295 P. (BNP)

Bibliografia passiva

Moniz, Maria Lin de Sousa, «A case of pseudotranslation in the Portuguese literary system», Estudos de tradução em Portugal: Livros RTP-biblioteca básica Verbo – II / Colóquio Traduções no Coleccionismo Português do Século XX, realizado na Universidade Católica Portuguesa em 24 e 25 de Novembro de 2005, org. Teresa Seruya, Lisboa: Universidade Católica Editora, 2007, pp. 201-207.

Perdigão, Henrique, 1940, «Amaral Júnior, João», verbete in Dicionário universal de literatura, 2.ª ed., Porto: Latina, pp. 839-40.

 


[1] Cf. resenhas dedicadas a estes autores.

[2] Cf. bibliografia.

 

 

Amaro, Luís

 

 

Em breve

 

 

Amorim, António Guedes de, 1901-1979, também Autor

 

Guedes de Amorim

Guedes de Amorim

António Guedes de Amorim
(Peso da Régua, 1901 – Lisboa, 1979)

 

Típico exemplo do autodidacta, António Guedes de Amorim nasce no Peso da Régua numa família de origens humildes. Abandona a escolaridade ao concluir o ensino primário, empregando-se na indústria de fazendas na Régua.

Aos dezasseis anos muda-se para o Porto para trabalhar no mesmo ramo, mas nessa cidade inicia a carreira à qual dedicaria toda a sua vida, jornalista e escritor. Colabora assiduamente em publicações como Jornal de Notícias, Tribuna, Montanha e Diário do Porto. Já nesta altura, antes de se mudar para Lisboa (em 1934 ou 1935), Guedes de Amorim era considerado um jornalista prolífico e um defensor daqueles que partilhavam com ele as origens humildes: «Encontro-me voltado, desde a infância, para as dores alheias e obrigações de fraternidade»[1].

Em Lisboa, continua a sua carreira nos jornais ABC, Novidades, Diário Liberal, Diário da Manhã, Vida Mundial e Século, mas é no periódico Século Ilustrado que vem a publicar a maioria dos seus textos.

Estreia-se com o romance A bailarina negra (Imprensa Nacional de Publicidade, 1931) seguindo-se Al Capone: rei dos bandidos de Chicago (1932), Mofina: novela (1932) e A mulher do próximo: novela (1933), este já na editora Romano Torres.

Em 1939 publica a sua obra de maior projecção, Aldeia das águias, que lhe valeu o Prémio Ricardo Malheiros. Como nos diz o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, «o cristianismo inicial, o agnosticismo e a reconversão final [de Guedes de Amorim] foram etapas interiores que determinaram, claramente, as formas e os conteúdos do seu labor literário»[2]. Mesmo quando se dedica à ficção sensacionalista, como em Al Capone, não se afasta da sua paixão pelas «paisagens humanas» e pela «contestação social»[3].

Numa entrevista a Lopes de Oliveira, confessa que os seus livros «são espelho dos que vêm de baixo, dos que carregam hereditariedades de infortúnio e não viram ainda o sol da ventura»[4], daí a forte propensão para a descrição do meio rural.

Mais próximo do fim da vida, Guedes de Amorim dedica-se a temas que expressam o regresso ao cristianismo que abandonara na juventude. As obras Francisco de Assis renovador da humanidade (1963) e Jesus passou por aqui (vencedor do Prémio Cervantes, 1963) são exemplos claros deste percurso.

Para além dos temas rurais e de contestação social, Guedes de Amorim destacou-se pelas suas biografias romanceadas, nomeadamente: Pétain (1940), Knox (1960), e Mary Jane Wilson, a irmã de S. Francisco (1975).

Morreu em 1979, tendo ainda colaborado em 1975 na obra Portugal, república socialista?.

O seu percurso na Romano Torres é muito breve mas significativo, não só porque é nesta editora que publica algumas das obras de início de carreira, como o fez nalguns casos sob pseudónimo, num claro exemplo de pseudo-tradução.

Sob o seu nome, Guedes de Amorim publica na casa Romano Torres as obras Morfina: novela (1932) e A mulher do próximo: novela (1933) apenas um e dois anos, respectivamente, depois de dar ao prelo o seu primeiro livro.

Sob o pseudónimo Edgar Powell, publica Al Capone (1932) e Escravas modernas: romance (sem data apurada), fazendo-se passar por tradutor. Tal como João Amaral Júnior e José Rosado, entre outros, «the writer hides him/herself behind the mask of a pseudonym and the mask of translation»[5].

Esta particularidade talvez se explique não só pelo contexto da própria editora, que incentivava à publicação de obras de cariz popular que poderiam não se enquadrar nos planos literários do próprio autor, mas também pelo desejo de se afirmar como presença regular no meio editorial e, claro, ganhar o sustento de que naturalmente precisava.

Porém, segundo os nossos registos, a colaboração de Guedes de Amorim na editora Romano Torres fica-se por estas quatro obras, tendo o autor continuado a publicar em diversas casas ao longo da sua vida como a Editorial Progresso, Civilização, Minerva, entre muitas outras.

Afonso Reis Cabral
9-11-2013

 

Bibliografia activa

Al Capone: rei dos bandidos de Chicago, [D.L. 1932], pseud. Edgar Powell, trad. Guedes de Amorim, Lisboa: João Romano Torres
Localização:        L. 24325 P. (BNP)

Morfina: novela, 1932, Lisboa: João Romano Torres
Localização:        L. 24561 P. (BNP); 869 AMO MOR (Univ. Católica Port. – Bibl. João Paulo II)

A mulher do próximo: novela, 1933, Lisboa: João Romano Torres & Ca
Localização:        L. 25275 P. (BNP); L. 25382 P. (BNP); L. 26015 P. (BNP)

Escravas modernas: romance, [19--], pseud. Edgar Powell, versão livre de Guedes de Amorim, Lisboa: João Romano Torres & Ca.
Localização:        L. 75113 P. (BNP); L. 103130 P. (BNP)

 

Bibliografia passiva

«Amorim, António Guedes de», verbete in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. IV, Lisboa: Publicações Europa-América, 1997, pp. 81-82.

«António Guedes de Amorim», in Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013 (última consulta a 08-11-2013).

«Guedes de Amorim», Ciclos – Contistas da Ruralidade Transmontana e Alto-Duriente, s.a., (última consulta a 2013-11-08)

Moniz, Maria Lin de Sousa, «A case of pseudotranslation in the Portuguese literary system», Estudos de tradução em Portugal: Livros RTP-biblioteca básica Verbo – II / Colóquio Traduções no Coleccionismo Português do Século XX, realizado na Universidade Católica Portuguesa em 24 e 25 de Novembro de 2005, org. Teresa Seruya, Lisboa: Universidade Católica Editora, 2007, pp. 201-207.

Perdigão, Henrique, 1940, «Guedes de Amorim, António», verbete in Dicionário universal de literatura, 2.ª ed., Porto: Latina, p. 852.

 


[1] Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, p. 81 (vd. bibliografia).

[2] Ibid.

[3] Ibid.

[4] Ciclos – Contistas da Ruralidade Transmontana e Alto-Duriente (vd. bibliografia).

[5] Maria Lin de Sousa Moniz, «A case of pseudotranslation in the Portuguese literary system», pp. 202-203 (vd. bibliografia).

 

 

 

Andrade, Francisco de

 

 

Em breve

 

 

Aprá, Alberto, 1871-1952

 

 

Em breve

 

 

Arouca, Domingos

 

 

Em breve

 

 

Avelar, Manuel de

 

 

Em breve

 

 

 

 

B

 

 

Branco, Carlos

 

 

Em breve

 

 

 

 

C

 

 

Calado, Manuel, 1871-1952

 

 

Em breve

 

 

Castro, Maria de

 

 

Em breve

 

 

Castro, Miguel Osório de, ca 18-

 

 

Em breve

 

 

César de Lima, Oldemiro, 1884-1953

 

 

O mistério dos anéis

O mistério dos anéis, 1947, Géo Duvic

Oldemiro César de Lima
(Porto, 1884 – Lisboa, 1953)

 

Dispomos de pouca informação sobre este autor. Nasceu no Porto em 1884 e terá desenvolvido carreira como jornalista em Portugal e no Brasil. Sabemos apenas com toda a certeza que em 1907 dirigiu a revista de literatura e crítica Livre e que em 1909 dirigiu a revista Corja: folha satírica e humorística, ambas no Porto [1].

Devotado camilianista, publicou diversas obras sobre Camilo Castelo Branco. Entre outros, destacam-se as obras Sete cartas de Camilo a Luís Augusto Palmeirim (s.d.), Estudos literários – Camilo e o Amor de perdição (1947), o texto Camilo: para a história do seu monumento (1942) e o discurso que proferiu numa conferência em S. Miguel de Seide por ocasião do descerramento de uma lápide dedicada ao autor.

Para além da carreira do jornalismo, desenvolveu actividade intensa como tradutor, contando com quase uma centena de obras. Foi justamente nessa qualidade que, em 1947, colaborou com a Romano Torres, traduzindo apenas uma obra, O mistério dos anéis, de Géo Duvic.

Afonso Reis Cabral
27-11-2013

 

Bibliografia activa

 

O mistério dos anéis: romance policial, 1947, Géo Duvic, colecção «Grandes mistérios, grandes aventuras», n.º 31, Lisboa: Romano Torres.
Localização:        L. 38300 P. (BNP); 81/31 (Biblioteca da Academia das Ciências de Lisboa)

 

Bibliografia passiva

 

AAVV, Publicações periódicas portuguesas existentes na biblioteca geral da Universidade de Coimbra (1641-1910), 1.º vol., Coimbra: Biblioteca Geral, pp. 80 e 160 (última consulta a 27-11-2013).

«César de Lima, Oldemiro», 1994, verbete in Dicionário cronológico de autores portugueses, vol. III, Lisboa: Publicações Europa-América, pp. 294-295.

Rebello, Luís Francisco, 1978, Dicionário do teatro português, Lisboa: Prelo.

 


[1] Cf. Publicações periódicas…, pp. 80 e 160 (vd. bibliografia).

 

 

Chagas, Pinheiro, 1863-1925

 

 

Pinheiro Chagas

Pinheiro Chagas


João Pinheiro Chagas
(Rio de Janeiro, 1863 – Estoril, 1925)

Escritor, jornalista e político, sobrinho de Manuel Joaquim Pinheiro Chagas. Nasceu no Rio de Janeiro porque os seus pais aí tiveram que se refugiar aquando das Guerras Liberais.

A família regressou a Portugal era ainda João Pinheiro Chagas novo. Estudou em Lisboa e no Porto, onde, em 1883, colaborou com o jornal O Primeiro de Janeiro. Demonstrou desde logo forte voluntarismo e apetência para as letras. Motivado pelo sucesso da sua colaboração neste jornal, mudou-se para Lisboa com intuito de fundar um jornal, o que só veio a acontecer mais tarde com República portuguesa. Entretanto, colaborou com os jornais Correio da Noite, Dia e Tempo.

Aderiu ao Partido Republicano em resposta ao Ultimato de 1890, tendo feito carreira política até ao resto da sua vida. Os artigos que escreveu por essa ocasião valeram-lhe 10 dias de encarceramento na cadeia da Relação.

Foi deportado para África por causa da sua participação na revolta de 31 de Janeiro, no Porto, tendo conseguido fugir para Paris sem cumprir os 6 anos de degredo que lhe haviam sido sentenciados. Escreveu o livro Trabalhos forçados sobre esta experiência. Apesar de tudo, foi novamente preso e deportado, tendo sido amnistiado antes de cumprir a totalidade da pena.

Desde 1893 até à implantação da república, continuou a sua carreira como jornalista e participou na actividade subversiva contra a monarquia. Foi neste contexto que colaborou com a Romano Torres como tradutor da obra em 4 volumes História de França popular e ilustrada, de Henri Martin. Curiosamente, segundo dados da Porbase, César da Silva [1], outro colaborador da Romano Torres, havia já traduzido e completado esta obra para outra editora na última década do século XIX.

João Pinheiro Chagas participou activamente na implantação da república e ascendeu a primeiro-ministro em 1911. Em 1915, estando indigitado para exercer de novo o cargo de chefe do Governo, Pinheiro Chagas foi baleado pelo senador João José de Freitas, tendo sido atingido por três balas que o feriram na cabeça, mas não mortalmente. Morreria apenas em 1925.

 

 

Afonso Reis Cabral
27-12-2013

 

 

 

Bibliografia activa

 

História de França popular e ilustrada, [1906], Henri Martin, trad. Pinheiro Chagas, 4 vols., Lisboa: João Romano Torres.
Localização:        94(44) MAR (C.M. Tondela – Biblioteca Tomás Ribeiro)

 

Bibliografia passiva

 

«Pinheiro Chagas, João», 1915, verbete in Portugal, dicionario histórico, chorographico, biographico, bibliographico, heraldico, numismatico e artístico, Lisboa: João Romano Torres & C.ª – Editores (última consulta 27-12-2013).

 


[1] Vide resenha dedicada a este autor.

 

 

Cid, Orlando

 

 

Em breve

 

 

 

 

D

 

 

Dias, Manuel

Pseudónimo de Maria Amália Marques. Vd. verbete dedicado a esta autora, na secção «Autores».

Domingues, Álvaro

 

 

Em breve

 

 

Domingues, Mário José, 1899-1977, também Autor

 

 

 

Mário Domingues

Mário Domingues

Mário Domingues
(Ilha do Príncipe, 1899 – Caparica, 1977)

Nascido em 3 de Julho de 1899, Mário José Domingues era filho de António Alexandre José Domingues e de uma senhora natural de Angola conhecida por Monga. Mulato e membro de uma família sem posses, Mário Domingues viu-se obrigado a deixar muito novo a Ilha do Príncipe e a roça Infante D. Henrique, onde nascera, para se mudar para Lisboa.

Frequentou a Escola Estefânia, fundada e gerida por Agostinho Portela, onde teve colegas como Artur Portela, Severo Portela e Edgard Marques. Terminou o curso de comércio no Colégio Francês.

Estreou-se na revista Alba, efémera publicação de estudantes de Medicina apresentada por Júlio Dantas. Para se sustentar, trabalhou como ajudante de guarda-livros, posição que abandonou em finais de 1919 para se dedicar ao jornalismo a tempo inteiro. A partir desta data, vemo-lo como colaborador assíduo em vários periódicos desempenhando as mais variadas funções, nomeadamente redactor, chefe de redacção e director. De entre outros periódicos, destacam-se A Batalha, Século (edição da tarde), Tarde, Renovação, Primeiro de Janeiro, Repórter X, Magazine Bertrand, etc. Funda e dirige o jornal O Detective.

Mário Domingues é dos poucos autores da sua época que se podia gabar de viver exclusivamente da escrita antes mesmo de atingir os trinta anos, mas só a partir de 1947, com a publicação de O cavaleiro, o monge e o outro (Enciclopédia), que se dedica à escrita literária com mais enfoque. Enquanto escritor, é descrito numa resenha biobibliográfica presente no espólio da Romano Torres como trabalhando «isoladamente, fora e acima de capelanias literárias e de todos os partidarismos políticos, rácicos ou religiosos, embora muito interessado na observação e no estudo de todos esses aspectos da vida humana» [1].

José Luís Garcia retrata-o como uma voz constante contra o colonialismo, nomeadamente contra as condições de trabalho em São Tomé e Príncipe: «Nas ilhas de São Tomé e Príncipe recrimina a deslocação de dezenas de milhares de africanos de outras terras – recorde-se que a sua mãe foi uma das vítimas deste destino – para o trabalho forçado nas fazendas (cultivavam o cacau que era exportado para as fábricas europeias de chocolate), os castigos corporais, as explorações, as perseguições, o analfabetismo, não sem antes deixar um aviso sobra a inevitabilidade da revelação dos factos» [2].

A obra assinada com o seu nome tem cariz essencialmente de divulgação histórica, porém escreveu dezenas de livros policiais e de aventura sob vários pseudónimos como Philip Gray e Henry Dalton (a dupla responsável por vários policiais), James Black, Marcel Durand, etc., nenhum dos quais na Romano Torres. Mário Domingues dedica a esta editora algumas das suas principais obras autónimas a partir de 1951, assim como a tradução de clássicos da literatura inglesa de Charles Dickens, Walter Scott, Roger Bourgeon e Wilkie Collins.

A sua colaboração na Romano Torres começa justamente com A vida grandiosa do condestável: evocação histórica (1951), obra de divulgação histórica que marcará o tom das restantes obras de sua autoria. Destacam-se, durante mais de vinte anos, O drama e a glória do padre António Vieira (1952), O infante D. Henrique: o homem e a sua época, evocação histórica (1957), Inês de Castro na vida de D. Pedro: evocação histórica (1961), O marquês de Pombal: o homem e a sua época (1963), A revolução de 1640 e as suas origens: evocação histórica (1970) e Liberais e miguelistas (1974).

Os seus livros tiveram forte acolhimento por parte do público, sendo reeditadas diversas vezes, principalmente as evocações históricas incluídas na «Série Lusíada». O Dicionário cronológico de autores portugueses classifica a sua escrita como «despretensiosa, didáctica e,      quando lhe era possível, eivada da ideologia anarco-sindicalista aprendida nos tempos heróicos de A Batalha» [3]. Mais recentemente, a sua obra está a ser reeditada pela Prefácio.

 

Afonso Reis Cabral
14-11-2013

 

Bibliografia activa (selecção de algumas obras)

Tradutor

O diamante da lua, 1956, Wilkie Collins, Lisboa: Romano Torres.
Localização:        L.44883P. (BNP)

As aventuras extraordinárias do senhor Pickwick, 1953, Chalres Dickens, Lisboa: Romano Torres
Localização:        L. 42006 P. (BNP); L. 95326 P. (BNP)

David Copperfield, 1954, Charles Dickens, Lisboa: Romano Torres
Localização:        L.42698 P. (BNP)

Autor

A vida grandiosa do condestável: evocação histórica, [1951], Lisboa: Romano Torres
Localização:        H.G. 32234 P. (BNP); L. 39777 P. (BNP); EG838 (Bibl. Mun. de Elvas); 1.101.36 (Biblioteca da Academia das Ciências)

O drama e a glória do padre António Vieira, 1952, Lisboa: Romano Torres
Localização:        H.G. 28364 P. (BNP)

O infante D. Henrique: o homem e a sua época, evocação histórica, 1957, Lisboa: Romano Torres
Localização:        H.G. 29652 P. (BNP); H.G. 35979 P. (BNP)

Inês de Castro na vida de D. Pedro: evocação histórica, 1961, Lisboa: Romano Torres
Localização:        H.G. 31744 P. (BNP)

O marquês de Pombal: o homem e a sua época, 1963, Lisboa: Romano Torres
Localização:        H.G. 31850 P. (BNP); 92-A 891 (C.M. Oeiras – Bibl. Municipal de Algés)

A revolução de 1640 e as suas origens: evocação histórica, 1970, Lisboa: Livr. Romano Torres
Localização: H.G. 27521 V. (BNP)

 

Bibliografia passiva

«Nota bio-bibliográfica», in maço 63 do espólio da Romano Torres, CHC

«Domingues, Mário José», 1994, verbete in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. III, Lisboa: Publicações Europa-América, pp. 402-403.

Garcia, José Luís, 2012, «Um mulato contra o império português. Descobrir Mário Domingues no século XXI», in Estado, regimes e revoluções: estudos em homenagem a Manuel de Lucena, Lisboa: ICS. Imprensa de Ciências Sociais, pp. 457-483.

 


[1] Maço 63 do espólio da Romano Torres (vd. bibliografia).

[2] José Luís Garcia, «Um mulato contra o império português. Descobrir Mário Domingues no século XXI», p. 464 (vd. bibliografia).

[3] Dicionário cronológico de autores portugueses, p. 403 (vd. bibliografia).

 

 

 

 

 

F

 

 

Falcão, José Garibaldi Viegas, 1864-1944

 

 

Os caçadores de pérolas

Os caçadores de pérolas, 1921

José Garibaldi Viegas Falcão
(Fundão, 1864 – Lisboa, 1944)

 

 Estamos mais uma vez perante um jornalista, escritor e professor.

Estudou em Castelo Branco, tendo prosseguido os estudos na Escola Politécnica do Porto. Em 1894, começou a trabalhar como revisor e redactor do Correio da Manhã, O Século e Diário de Notícias. Manteve colaboração dispersa noutros periódicos da época como Ilustração Portuguesa e Imprensa Nova.

A sua obra é marcada claramente pelo correr das circunstâncias, visto que colige para a Editorial de O Século a obra Como se fala com os mortos: noções sobre espiritismo, incorporações e materializações, vibração e maneira de evocar os mortos (1922), assim como, antes, compilara a obra em vinte volumes História ilustrada da Grande Guerra (1915-1917), na Guimarães. Ou seja, não vemos nas empreitadas de Garibaldi Falcão um fio condutor que una os seus livros.

Para além de jornalista e escritor, notabilizou-se como tradutor prolífico. Entre outras obras de grande nomeada, traduziu Guerra e paz, de Tolstói, para a Editorial Minerva.

Foi justamente como tradutor que colaborou com a Romano Torres em dois títulos da primeira série da Colecção Salgari: A pérola vermelha (1921) e Os pescadores de pérolas (1921), no fundo atribuindo diferentes títulos à primeira e segunda parte do original La perla sanguinosa (1905), publicado em dois volumes. Estas traduções sofreram diversas reedições, como aliás foi norma para a Colecção Salgari, sem que no entanto Garibaldi Facão tenha colaborado novamente com a editora.

 

Afonso Reis Cabral
22-11-2013

 

Bibliografia activa

 

A pérola vermelha, 1921, Emílio Salgari, Colecção Salgari, n.º 6, Lisboa: João Romano Torres.
Localização:        L. 28014 P. (BNP)

Os pescadores de pérolas, 1921, Emílio Salgari, Colecção Salgari, n.º 7, Lisboa: João Romano Torres.
Localização:        L. 28573 P. (BNP)

 

Bibliografia passiva

 

«Falcão, José Garibaldi Viegas», 1990, verbete in Dicionário cronológico de autores portugueses, vol. II, Lisboa: Publicações Europa-América, p. 477.

Sítio da internet A colecção Salgari nas edições Romano Torres (última consulta 22-11-2013).

 

 

Fernanda, Maria

 

 

Em breve

 

 

Ferreira, Antónia Leyguarda, 1897- ca.1965/6, também Autor

 

 

 

Vasco da Gama

Vasco da Gama e a sua viagem maravilhosa, 1956


Antónia Leyguarda Pimenta da Silva Ferreira
(Lisboa, 1897 – ?, ca. 1965/66)

Leyguarda Ferreira notabilizou-se como escritora e tradutora. Ao contrário de quase todos os outros colaboradores da Romano Torres [1], Leyguarda Ferreira escreveu e traduziu exclusivamente para esta editora, contando com mais de 400 colaborações. Foi também editora literária, tendo sucedido a Henrique Marques Júnior na direcção da colecção infantil «Manecas».

Concluiu o curso de Magistério Primário e foi professora antes de entrar como funcionária para o Ministério da Marinha. A sua experiência no ensino ter-lhe-á dado especial apetência para a literatura infantil, na qual se veio a impor como autora destacada.

Colaborou no periódico infantil O Senhor Doutor, no qual se estreara em 1938 outra autora da Romano Torres, Arlete de Oliveira Guimarães [2]. É nesta década que começa a escrever e traduzir para a Romano Torres, sendo provável – a julgar pela colaboração intensa e extensa – que a dada altura tenha abandonado o trabalho de funcionária pública para se dedicar exclusivamente à escrita.

Entre outras, destacam-se as obras infanto-juvenis incluídas na colecção «Manecas», como O príncipe morcego e outros contos (1934), Novas aventuras da Branca de Neve (1942) e O milagre de Fátima (1943), e as traduções (muitas vezes, adaptações livres) de autores espanhóis, ingleses, franceses e italianos, como Magali, Louis Derthal, Emílio Salgari, Walter Scott e Max du Veuzit. Tem também obras inseridas nas colecções «Azul» e «Obras escolhidas de autores escolhidos».

De notar que também colaborou na Romano Torres sob o pseudónimo de António Vivalva durante o fim dos anos 50 e início dos anos 60, por motivo desconhecido. Curiosamente, foram as décadas em que mais se notabilizou.

Embora esta informação não esteja veiculada em nenhuma fonte, a julgar pelos recibos presentes no espólio da Romano Torres [3], deverá ter morrido em 1965 ou 1966.

Afonso Reis Cabral
12-12-2013

 

Bibliografia activa (selecção de algumas obras)

 

Autora 


O príncipe morcego e outros contos
, 1934, il. de Alfredo Morais, colecção «Manecas», dir. Henrique Marques Júnior, Lisboa: João Romano Torres.
Localização:        L. 26887//3 P. (BNP)

Novas aventuras de Branca de Neve, 1941, colecção «Manecas», Lisboa: João Romano Torres.
Localização:        L. 34036//3 P. (BNP)

O milagre de Fátima, 1943, colecção «Manecas», Lisboa: João Romano Torres.
Localização:        L. 35088//4 P. e L. 35535//10 P. (BNP)

Vasco da Gama e a sua viagem maravilhosa, [D.L. 1956], Leyguarda Ferreira, il. José Manuel Soares, colecção «Manecas», Lisboa: Romano Torres.
Localização:        P. 6058//1 P. (BNP)

Tradutora


Nas fronteiras do Far-West: romance de aventuras
, 1939/40?, Emílio Salgari, colecção «Salgari», n.º 131 [4], Lisboa: João Romano Torres.
Localização:        L. 32894 P. (BNP)

Noiva de ocasião: romance, 1945, Louis Derthal, colecção «Azul», Lisboa: Romano Torres.
Localização         L. 36561 P. e L. 100424 P. (BNP); 39/152 (Biblioteca da Academia das Ciências de Lisboa)

Em cada coração um amor, 1947, Magali, colecção «Azul», Lisboa: Edição Romano Torres.
Localização:        39/40 (Biblioteca da Academia das Ciências de Lisboa)

Deliciosa mentira: romance, 1948, Max du Veuzit, 3.ª ed., Lisboa: Romano Torres.
Localização:        L. 38200 P., L. 38209 P. e L. 95736 P. (BNP)

O anão feiticeiro, 1962, Walter Scott, pseud. António Vilalva, colecção «Obras escolhidas de autores escolhidos», n.º 60, Lisboa: Romano Torres.
Localização:        L. 53824 P. (BNP)

Bibliografia passiva

Andrade, Adriano da Guerra, 1999, Dicionário de pseudónimos e iniciais de escritores portugueses, Lisboa: Biblioteca Nacional, p. 42.

Oliveira, Américo Lopes de, e Mário Gonçalves Viana, 1967, «Leyguarda Ferreira», verbete in Dicionário mundial de mulheres notáveis, Porto: Lello & Irmão, p. 729.

Patriarca, Raquel, 2012, O livro infanto-juvenil em Portugal entre 1870 e 1940, uma perspectiva histórica, Porto: FLUP (última consulta 12-12-2013).

Vieira, Pedro Almeida, «Leyguarda Ferreira», resenha no site Bibliohistória (última consulta em 12-12-2013).

Recibos de vencimento de Leyguarda Ferreira, in maço 62 do espólio (CHC).

 


[1] Com excepção de A. Duarte de Almeida, pseudónimo de Carlos de Bregante Torres, filho de João Romano Torres, cf. resenha dedicada a este autor.

[2] Cf. resenha dedicada a esta autora.

[3] Cf. maço 62 do espólio da Romano Torres, CHC.

[4] Colecção e número disponível no site Emílio Salgari.

 

 

 

Ferreira, António Rafael, 1865-1952, também Autor

 

 

 

Nos bastidores do jornalismo

Nos bastidores do jornalismo, 1945


António Rafael Ferreira
(Lisboa, 1855/65? – Lisboa, 1952)

Funcionário da Biblioteca Nacional, jornalista e dramaturgo.

Dedicou-se profundamente ao teatro, mas não logrou reconhecimento. Apenas a comédia Medicina doméstica foi representada no Teatro Nacional, em 1903. Toda a sua restante produção, como Os troveiros de Portugal, As mães, ou O diabo no corpo, entre muitos outros, permaneceu obscura.

No entanto, continuou a dedicar-se ao teatro de corpo e alma, tendo sido director do Almanaque dos palcos e salas e escrito a obra Da farsa à tragédia (1943).

A sua colaboração na Romano Torres é de apenas dois títulos, Nos bastidores do jornalismo (1945), de sua autoria, e Único amor [193-], tradução da obra de Max du Veuzit. De notar que esta última alcançou grande projecção, visto que teve oito edições (a última de 1971).

Afonso Reis Cabral
21-11-2013

 

Bibliografia activa


Nos bastidores do jornalismo: memórias, 1945, Lisboa: Romano Torres.
Localização:          L. 98820 P. (BNP)

Único amor: romance, [193-], Max du Veuzit, Lisboa: Romano Torres.
Localização:          L. 27545 P. (BNP)

 

Bibliografia passiva

 

«Ferreira, António Rafael», 1990, verbete in Dicionário cronológico de autores portugueses, vol. II, Lisboa: Publicações Europa-América, p. 377.

 

 

 

Ferreira, Leonarda

 

 

Em breve

 

 

Freitas, Beatriz Gonçalves de

 

 

Em breve

 

 

 

 

G

 

 

Gil, José C. da Silva

 

 

Em breve

 

 

Guimarães, Arlete de Oliveira 1900-1998, também Autor

 

 

 

Arlete de Oliveira Guimarães

Arlete de Oliveira Guimarães (fonte)

Arlete Soares Silva de Oliveira Guimarães
(Setúbal, 1909 – Setúbal?, 2003)

Estreou-se em 1938 com uma história infantil para o jornal O Senhor Doutor. Dedicou toda a carreira à literatura infantil, tendo sido também professora de português e francês e ensinado bordado, piano e órgão.

Significativamente, o seu primeiro livro infantil foi Príncipe cabeça de cão (1940) inserido na colecção «Manecas» da Romano Torres, colecção para a qual, aliás, colaborou extensamente com títulos como O cavalhinho branco (1944), A princesa negrita (1944), As bonecas gigantes (1946), O anão de pedra (1956), O príncipe dourado (1956), etc.

Esta colecção estendeu-se de meados dos anos vinte até inícios dos anos sessenta e representou um marco na literatura infantil em Portugal. Muitos destes pequenos livros, como por exemplo O milagre de Fátima (1943), da prolífica Antónia Leyguarda Ferreira, foram ilustrados por Júlio Amorim (1909-1988) num estilo muito característico que contribuiu para a sua projecção e reconhecimento.

Na Romano Torres, Arlete de Oliveira Guimarães traduziu igualmente vários títulos da colecção «Azul», também muito significativa na história da editora não só pela quantidade de volumes publicados (mais de duzentos), como pelos próprios títulos de autores estrangeiros como Alix André, Max du Veuzit, Magali, etc. Entre outras traduções suas, destacam-se Com o amor não se brinca (1950), de Léo Dartey, A força do amor (1956), de Saint-Ange, e Desconhecia que estava noiva (1958), de Marcel Idiers.

Arlete de Oliveira Guimarães também se lançou no romance com Quando o destino brinca (s.d.), mas sem o mesmo sucesso dos seus contos e novelas infantis, e colaborou ocasionalmente com os periódicos Modas e Bordados, Mundo Gráfico, Diário Popular, República e Século Ilustrado.

Curioso caso à parte no percurso desta autora é a sua obra Histórias maravilhosas da Bíblia (1940), que escreveu para a Romano Torres sob o pseudónimo de Madeleine de la Paix.

Afonso Reis Cabral
20-11-2013

Bibliografia activa (selecção de algumas obras)

 

Tradutor

 

Com o amor não se brinca: romance, 1950, Léo Dartey, Colecção Azul, Lisboa: Romano Torres.
Localização:        L. 39528 P. (BNP); L. 95518 P. (BNP); 39/128 (Biblioteca da Academia das Ciências de Lisboa)

A força do amor: romance, 1956, Saint-Ange, Colecção Azul, Lisboa: Romano Torres.
Localização:        L. 45166 P. (BNP); L. 97540 P. (BNP); 39/210 (Biblioteca da Academia das Ciências de Lisboa)

Desconhecia que estava noiva, 1958, Marcel Idiers, Colecção Azul, Lisboa: Romano Torres.
Localização:        L. 47557 P. (BNP); 39/225 (Biblioteca da Academia das Ciências de Lisboa)

Autor

Histórias maravilhosas da Bíblia, [1940], Madeleine de la Paix, comp. Arlete de Oliveira Guimarães, Lisboa: Romano Torres.
Localização:        L. 37825 P. (BNP)

O cavalinho branco: novela infantil, 1944, Colecção Manecas, Lisboa: Romano Torres.
Localização:        L. 36121//2 P. (BNP)

A princesa negrita, 1944, Colecção Manecas, Lisboa: Romano Torres.
Localização:        L. 35695//3 P. (BNP)

As bonecas das gigantes, [D.L. 1956], il. José Félix, Colecção Manecas, Lisboa: Romano Torres
Localização:        P. 6058//8 P. (BNP)

O anão de pedra: novela infantil, [D.L. 1956], il. Eugénio Silva, Colecção Manecas, Lisboa: Romano Torres
Localização:        P. 6027 P. (BNP); 881 2230 (BNP); 87-A 4420 (C.M. Oeiras – Bibl. Municipal de Algés)

O príncipe dourado, [D.L. 1956], il. Eugénio Silva, Colecção Manecas, Lisboa: Romano Torres.
Localização:        880 2229 (BNP); P. 6058//4 P. (BNP)

 

Bibliografia passiva

«Arlete de Oliveira Guimarães», verbete in Dicionário de escritoras portuguesas – das origens à actualidade, Conceição Flores, Constância Lima Duarte e Zenóbia Collares Moreira, Ilha de Santa Catarina: Editora Mulheres, p. 43.

«Guimarães, Arlete de Oliveira», verbete in Dicionário cronológico de autores portugueses, vol. IV, Lisboa: Publicações Europa-América, 1997, p. 387.

Município da Lourinhã – Toponímia, apresentação em PowerPoint sobre Arlete de Oliveira Guimarães, que deu o nome a uma rua dessa cidade (última consulta a 20-11-2013).

 

 

 

 

Guterres, Lígia, 1932-

 

 

Em breve

 

 

 

 

I

 

 

Ivone, Maria

 

 

Em breve

 

 

 

 

M

 

 

Machado, A. Vítor, 1892-1939

 

 

Em breve

 

 

Majer, Alexandre dos Santos

 

 

Em breve

 

 

Margarida, Maria

 

 

Em breve

 

 

Maria, Luísa

 

 

Em breve

 

 

Marinho, António

 

 

Em breve

 

 

Marques Júnior, Henrique, 1881-1953, também Autor

 

 

 

Henrique Marques Júnior

Henrique Marques Júnior

Henrique Vasco da Costa Marques Júnior
(Lisboa, 1881 – Lisboa, 1953)

 
Filho de Henrique Marques [1] (1859-1933), um publicista, tradutor, editor-livreiro e redactor de jornais como O Correio Português e O Século, seguiu os passos do pai nos meios literários de Lisboa. O pai, que também se destacou como autor de Bibliografia camiliana (1894) e Os editores de Camilo (1925), ter-lhe-á pois incutido o gosto pela literatura e facilitado o acesso aos agentes culturais da época.

Henrique Marques Júnior iniciou o ensino secundário no Porto, onde o pai trabalhava como representante da Livraria António Maria Pereira, e terminou-o em Lisboa, não tendo continuado os estudos. Começou a sua carreira aos 15 anos, traduzindo contos infantis para a revista Branco e Negro. Seguiu-se a tradução e edição, em parceria com o pai na Livraria Moderna, da qual este era dono, da colecção Biblioteca das crianças, que se estendeu por 13 volumes entre 1898 e 1910. A colecção contava com textos de Hans Christian Andersen, Perrault, irmãos Grimm, etc.

Desde a publicação da Biblioteca das crianças, destacou-se como editor literário de várias colecções infanto-juvenis: Biblioteca infantil (1912-1915), na Guimarães; Biblioteca ideal (1921-1922), na Casa Garrett; Biblioteca azul, na Livraria Científica de Lisboa (foi publicado apenas um volume devido à falência da editora); e Biblioteca maravilhosa para crianças (1926-1928).

Na Romano Torres, Marques Júnior destacou-se inicialmente como tradutor, sendo um dos primeiros trabalhos o romance Madalena Férat (1920), de Zola. Das suas traduções, destacam-se um importante número de títulos da colecção «Salgari», a qual também foi traduzida para a Romano Torres pelo seu pai.

No entanto, Marques Júnior destacou-se especialmente como editor literário. Em meados dos anos 20, sugeriu a Carlos de Bregante Torres [2] o lançamento de uma colecção infanto-juvenil. Segundo Maria Teresa Cortez [3], a proposta foi aceite com muitas reservas. No entanto, a colecção, à qual foi atribuído o conhecido nome de «Manecas», granjeou grande êxito, tendo durado aproximadamente 50 anos. Os volumes aí publicados eram geralmente traduções livres e breves (entre 40 a 70 páginas) de autores estrangeiros como Odette de Saint-Maurice, Cervantes, etc., ou textos originais de autores portugueses como Arlete Lopes Navarro, José Rosado, Antero do Amaral, Berta Leite e especialmente Antónia Leyguarda Ferreira.

O sucesso da colecção deveu-se não só à escolha criteriosa de autores, como à própria estratégia editorial: os volumes contavam com ilustrações muito atractivas (Júlio de Amorim, Alfredo de Morais, José Félix, Eugénio Silva e José Leite foram alguns dos ilustradores) e eram postos à venda por quantias muito acessíveis.

Henrique Marques Júnior dirigiu a colecção até meados dos anos 30, tendo sido substituído por Antónia Leyguarda Ferreira, que já contava com experiência como autora.

Depois desta colecção, dedicou-se à Biblioteca infantil “latina” (1942-1946), na Livraria Latina, do Porto.

Sempre apaixonado pela literatura infantil, colaborou com vários periódicos da altura (entre outros, O Ocidente, Serões, ABCezinho, O Sr. Doutor e O Mosquito), assinando por vezes com pseudónimos como Rui de Aboim, Hemarju, Artur de Castro, Hemarju, Vasco da Costa e Vasco Marques.

Henrique Marques Júnior foi, a par de Maria Amélia Vaz de Carvalho e Ana de Castro Osório, um dos principais vultos da literatura infanto-juvenil em Portugal. Não só a promoveu em várias colecções, como também ajudou ao seu estudo com Algumas achegas para uma bibliografia infantil (1928), primeira bibliografia portuguesa relativa a obras deste género.

Afonso Reis Cabral
30-11-2013

 

Bibliografia activa (selecção das obras)

Tradutor

Madalena Férat: romance sentimental, 1920, Emílio Zola, Lisboa: João Romano Torres.

Localização:        840 ZOL FER (Univ. Católica Bib. João Paulo II)

As filhas dos faraós, 1921, Emílio Salgari, Lisboa: João Romano Torres.
Localização:        L. 21640 P. (BNP)

A pérola de Labuan, 1924, Emílio Salgari, Lisboa: João Romano Torres.
Localização:        L. 30694 P. (BNP)

O segredo de Montjoya: romance, 1935, Max du Veuzit, Lisboa: João Romano Torres.
Localização:        L. 27338 P. e L. 27851 P. (BNP)

Casamento tentador: romance, 1936, Max du Veuzit, 2.ª ed., colecção «Azul», Lisboa: Romano Torres.
Localização:        L. 40732 P. e L. 95610 P. (BNP); 39/107 (Biblioteca da Academia das Ciências de Lisboa)

Editor literário

A gata borralheira, 1925, aut. Henrique Marques Júnior, colecção «Manecas», Lisboa: João Romano Torres.
Localização:        L. 20937//4 P. (BNP) – 000392/2013

O gigante dos cabelos d’ouro e outros contos de fadas, 1925, Henrique Marques Júnior, colecção «Manecas», Lisboa: João Romano Torres.Localização:        L. 24333//1 P. (BNP) e L. 28649//5 P. (BNP)

Aventuras de D. Quixote contadas às crianças, 1927, Miguel de Cervantes Saavedra, trad. Henrique Marques Júnior, colecção Manecas, Lisboa: João Romano Torres.
Localização:        L. 26308//12 P. (BNP)

As aventuras da princesa Ladina, [193-], autores Leyguarda Ferreira e Henrique Marques Júnior, Lisboa: Romano Torres.
Localização:        L. 35088//3 P. (BNP)

O príncipe morcego e outros contos, 1934, Leyguarda Ferreira, il. de Alfredo Morais, colecção «Manecas», Lisboa: João Romano Torres.
Localização:        L. 26887//3 P. (BNP)

 

Bibliografia passiva

 

Cortez, Maria Teresa, 2007, «Henrique Marques Júnior e as “Bibliotecas” infantis e juvenis», Estudos de tradução em Portugal: Livros RTP-biblioteca básica Verbo – II / Colóquio Traduções no Coleccionismo Português do Século XX, realizado na Universidade Católica Portuguesa em 24 e 25 de Novembro de 2005, org. Teresa Seruya, Lisboa: Universidade Católica Editora, pp. 169-181.

«Infantil, Literatura», 1992, verbete in Dicionário de literatura, vol. II, Porto: Figueirinhas, pp. 468-474.

«Marques Júnior, Henrique», 1990, verbete in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. III, Lisboa: Publicações Europa-América, pp. 245-246.

Perdigão, Henrique, 1940, «Marques Júnior, Henrique», verbete in Dicionário universal de literatura, 2.ª ed., Porto: Latina.

Vieira, Pedro Almeida, resenha biográfica no site Bibliohistória (última consulta a 30-12-2013).

 


[1] Vide resenha dedicada a este autor.

[2] Vide resenha dedicada a A. Duarte de Almeida, pseudónimo de Carlos de Bregante Torres.

[3] Cf. p. 175 (vd. bibliografia).

 

 

 

Marques, Costa, 1928-

 

 

Em breve

 

 

Marques, Gentil, 1918-1991, também Autor

 

 

 

in Saber... não faz mal

in Saber… não faz mal, 1945


Gentil Esteveira Marques

(Lisboa, 1918 – Lisboa, 1991)

Nascido em Lisboa, mudou-se para o Algarve muito novo. De cariz precoce, Gentil Marques começou a sua carreira jornalística com apenas treze anos ao fazer parte da direcção do jornal literário O Mocho. Por essa altura colaborou também com diversos periódicos de Lisboa.

Regressou à capital em 1935, onde terminou o ensino secundário. Licenciou-se em Biologia, nunca tendo porém exercido qualquer actividade na área das ciências. Na universidade, foi redactor de O Diabo, Século Ilustrado, Vida Mundial Ilustrada, etc. Ao longo da sua vida, colaborou com inúmeros periódicos, sendo uma presença constante na imprensa nacional, principalmente de Lisboa.

No campo do audiovisual, estreou-se em 1940 com um documentário sobre a Exposição do Mundo Português. A partir de 1951, começou a ser conhecido no mundo da rádio, onde promoveu diversos programas de cariz cultural como «Festa brava» e «Lendas do nosso tempo». Daí passou a notabilizar-se como realizador, entre outros, do filme Nau Catrineta (1955).

No entanto, o seu maior interesse foi desde sempre a literatura, estreando-se com o folhetim Ali, onde tudo era silêncio (1930), numa edição de autor, tendo em conta a sua idade e o facto de a BNP não ter conseguido identificar a editora.

Publicou na Romano Torres o seu primeiro romance Pão nosso (1940), que escreveu a quatro mãos com Leão Penedo, amigo que conheceu provavelmente no Algarve e com o qual colaboraria em muitas obras. Mais tare, este romance foi alvo de uma adaptação cinematográfica.

Enquanto escritor e editor literário, especializou-se em adaptações de enredos de filmes e em romances biográficos. A sua colaboração na Romano Torres reflecte principalmente a faceta biográfica da sua obra com Eça de Queiroz: o romance da sua vida e da sua obra (1946), porventura motivado pelo centenário do nascimento do escritor, um ano antes, e Camilo: o romance da sua vida e da sua obra (1951).

Escreveu com Leão Penedo os romances policiais dedicados à personagem Andy Hardy, Andy Hardy: detective [194-], Andy Hardy: conquistador (1940), O novo amor de Andy Hardy (1940) e Prosápias de Andy Hardy (1951).

Colaborou também com a Romano Torres como tradutor e editor literário. Quo vadis? (1947), de Henryck Sienkiewicz, foi a sua tradução mais reeditada, mas traduziu igualmente com sucesso O homem e o espectro (1955), de Charles Dickens, onde incluiu também um ensaio sobre o autor.

Dirigiu as colecções «Grandes mistérios, grandes aventuras» e «Obras escolhidas de autores escolhidos» que constituíram uma das vertentes mais destacadas da editora.

Curiosamente, Gentil Marques casou-se com a escritora Mariália, que também publicou algumas da suas obras, como Refugiados (1944) e O livro das raparigas (1947), na Romano Torres.

Dedicou-se intensamente à promoção do turismo em Portugal, tendo sido fundador e proprietário do Jornal de Turismo e comissário geral da Propaganda Turística em Portugal.

Afonso Reis Cabral
23-11-2013

 

Bibliografia activa

Tradutor / autor de ensaio ou prefácio

Rómula: romance, [194-], George Eliot, trad. Leyguarda Ferreira, pref. Gentil Marques, colecção «Obras escolhidas de autores escolhidos», nº 8, Lisboa: Romano Torres.
Localização:        L. 38463 P. (BNP)

Feira das vaidades: romance, 1946, William M. Thackeray, versão livre do original inglês de Leyguarda Ferreira, precedido duma pequena história da literatura inglesa de William Thackeray por Gentil Marques, colecção «Obras escolhidas de autores escolhidos», nº 5, Lisboa: João Romano Torres.
Localização:        B.R. 3267 (BNP); L. 37378 P. (BNP); BC 3620 (Fund. Calous. Gulb. Bib. Geral Arte)

Quo vadis?, 1947, Henryck Sienkiewicz, pref. e versão de Gentil Marques, colecção «Obras escolhidas de autores escolhidos», nº 6, Lisboa: Romano Torres.
Localização:        L. 38323 P. (BNP)

O homem e o espectro: romance, [1955], Charles Dickens, versão do original inglês de Aurora Rodrigues (Dora), precedido de um breve ensaio sobre a vida e obra de Charles Dickens por Gentil Marques, colecção «Obras escolhidas de autores escolhidos», nº 3, Lisboa: Romano Torres.
Localização:        820 DICK ESP (Univ. Catolica Port. – Bibl. João Paulo II); Português 22911 CE (Univ. Trás-os-Montes e Alto Douro – Biblioteca Geral)

Autor

Pão nosso: romance, [1940], co-autor Leão Penedo, Lisboa: Romano Torres.
Localização:        L. 33721 P. (BNP); L. 34652 P. (BNP)

O novo amor de Andy Hardy: romance, [1940], co-autor Leão Penedo, Lisboa: Romano Torres.
Lisboa:  L. 33439 P. (BNP)Andy Hardy, detective: romance, [194-], co-autor Leão Penedo, Lisboa: Romano Torres.
Localização:        L. 33476 P. (BNP)

Andy Hardy, conquistador: romance, 1940, co-autor Leão Penedo, Lisboa: Romano Torres.
Localização:        L. 33527 P. (BNP)

Saber… não faz mal: curiosidades e maravilhas da História da Geografia, da Botânica, da Zoologia e da Literatura, 1945, Lisboa: Romano Torres.
Localização:        P. 5938 P. (BNP); P. 5939 P. (BNP); P. 5940 P. (BNP); P. 5941 P. (BNP); P. 5942 P. (BNP)

Eça de Queiroz: o romance da sua vida e da sua obra, 1946, Lisboa: Romano Torres.
Localização:        L. 37266 P. (BNP); L. 89109 P. (BNP); PV/3222 (Univ. Porto Fac. Letras)

Rainha Santa: romance biográfico, 1947, Lisboa: Romano Torres.
Localização:        L. 38022 P. (BNP); 929 ISA/RS MAR (Univ. Católica Port. – Bibl. João Paulo II); EG844 (Bibl. Mun. Elvas)

O morto foi ao baile: romance policial, 1948, Marcel Damar, versão de Gentil Marques, colecção «Grandes mistérios, grandes aventuras», nº 34, Lisboa: Romano Torres.
Localização:        L. 38706 P. (BNP); 81/34 (Biblioteca da Academia das Ciências de Lisboa)

Camilo: o romance da sua vida e da sua obra, 1951, Lisboa: Romano Torres.
Localização:        L. 39969 P. (BNP)

Prosápias de Andy Hardy: romance, 1951, co-autor Leão Penedo, Lisboa: Romano Torres.
Localização:        L. 33695 P. (BNP)

 

Bibliografia passiva

«Marques, Gentil Esteveira», 1997, verbete in Dicionário cronológico de autores portugueses, vol. IV, Lisboa: Publicações Europa-América, pp. 683-684.

 

 

 

Marques, Henrique, 1859-1933

 

 

Henrique Marques

Henrique Marques


Henrique Marques
(Lisboa, 1859 – Lisboa, 1933)

Pai de Henrique Marques Júnior [1] (1881-1953), foi publicista, tradutor, editor-livreiro e jornalista.

Depois de terminar os estudos em Torres Vedras, trabalhou como moço de cego, marçano e professor de francês. Após este período de actividade diversa, dedicou-se ao jornalismo como revisor de Era Nova, O Imparcial e A Pátria, só depois entrando como redactor para República, O Século e Correio Português.

Mudou-se para o Porto, onde trabalhou na Livraria António Maria Pereira como representante, tradutor e revisor. Regressou a Lisboa em 1895. A sua experiência na António Maria Pereira possibilitou-lhe comprar e gerir a Livraria Lavado, por si renomeada Livraria Moderna. Aí publicou, entre outros, os 13 volumes da colecção Biblioteca das crianças, que foi dirigida pelo seu filho.

De sua autoria, contamos com obras como Bibliografia camiliana (1894) e Os editores de Camilo (1925), mas talvez mereça mais destaque Memórias de um editor (1935), publicadas postumamente.

Destacou-se também como bibliófilo importante nos meios de Lisboa e do Porto.

Tal como Henrique Marques Júnior, embora este contasse com uma intervenção mais abrangente, colaborou na Romano Torres como tradutor da colecção «Salgari». Curiosamente, usou o seu nome e o pseudónimo Dr. José Carlos de Meneses para assinar as traduções. Isto explicar-se-ia como forma de não confundir o seu nome com o do filho, que também traduziu Salgari na Romano Torres, mas tal não parece ser o caso, visto que também assinava com o seu próprio nome.

Afonso Reis Cabral
31-12-2013

 

Bibliografia activa (selecção de algumas obras)

 

A febre do ouro: romance de aventuras, 1927, Emílio Salgari, trad. Dr. Carlos José de Meneses, Lisboa: João Romano Torres
Localização:        L. 22488 P. (BNP)

A legião estrangeira, [1930], Emílio Salgari, Lisboa: João Romano Torres.
Localização:        L. 23517 P., L. 23518 P., L. 28845 P. (BNP)

A vitória do Mahdi, 1930, Emílio Salgari, Lisboa: João Romano Torres.
Localização:        L. 22882 P. e L. 22883 P. (BNP)

Uma herança de 100 milhões: romance póstumo, 1931, Emílio Salgari, rev. Nadir Salgari, Lisboa: João Romano Torres.
Localização:        L. 23907 P. (BNP)

 

Bibliografia passiva

 

Anselmo, Artur, 1997, «O comércio livreiro de cadernetas e fascículos», Leituras, s.3, n.º 1, p. 97-104.

Cortez, Maria Teresa, 2007, «Henrique Marques Júnior e as “Bibliotecas” infantis e juvenis», Estudos de tradução em Portugal: Livros RTP-biblioteca básica Verbo – II / Colóquio Traduções no Coleccionismo Português do Século XX, realizado na Universidade Católica Portuguesa em 24 e 25 de Novembro de 2005, org. Teresa Seruya, Lisboa: Universidade Católica Editora, pp. 169-181.

Lisboa, João Luís, 2012, «Do editar ao editor: Portugal e as transformações no mundo do impresso no século XIX», in: Escola São Paulo de estudos avançados sobre a globalização da cultura no século XIX, disponível online em: www.espea.iel.unicamp.br (última consulta 31-12-2013).

Lisboa, João Luís, 2013, «Au début, le Recreio», Congresso Internacional «A circulação transatlântica dos impressos – Conexões», São Paulo, Universidade de São Paulo (última consulta 31-12-2013).

Marques, Henrique, 1935, Memórias de um editor, Lisboa: Livraria Central Editora.

«Marques, Henrique», 1990, verbete in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. II, Lisboa: Publicações Europa-América, pp. 425-426.

«Marques Júnior, Henrique», 1990, verbete in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. III, Lisboa: Publicações Europa-América, pp. 245-246.

 

Perdigão, Henrique, 1940, «Marques Júnior, Henrique», verbete in Dicionário universal de literatura, 2.ª ed., Porto: Latina.

 


[1] Vide resenha dedicada a este autor.

 

 

Marques, Vasco

 

 

Em breve

 

 

Mendonça, Jerónimo de

 

 

Em breve

 

 

Moita, Mário

Pseudónimo de Maria Amália Marques. Vd. verbete dedicado a esta autora, na secção «Autores».

Monteiro, Gomes, 1893-1950, também Autor

 

 

Bocage, esse desconhecido, 1943

Bocage, esse desconhecido, 1941 (fonte)

Joaquim Gomes Monteiro
(Boticas, 1893 – Lisboa, 1950)

Joaquim Gomes Monteiro nasceu em Boticas no ano de 1893. Foi um ensaísta, jornalista e escritor destacado na sua época, devendo a notoriedade, em parte, às suas obras historiográficas editadas pela Romano Torres.

Encontrava-se no Porto em 1912 quando iniciou a sua carreira de jornalista, dirigindo o jornal A Voz de Leça e, um ano mais tarde, o jornal Notícias de Cantanhede. Pouco depois partiu para Angola para participar nas campanhas coloniais da Primeira Guerra Mundial.

Depois da Grande Guerra, mudou-se para Lisboa, onde prosseguiu a sua carreira de jornalista. Colaborou com o Diário de Notícias, O Século e A Situação.

O ano de 1932 marcou a sua estreia literária com o livro de poemas As mulheres que amaram Jesus, mas também A freira que morreu de amor (soror Maria da Misericórdia) e Vieira de Castro e a sua tragédia.

Começou a sua parceria com a Romano Torres, para a qual colaborou como autor e tradutor, em 1941 com a obra Bocage: esse desconhecido, que teve forte aceitação do público, contando com várias reedições. Dentro da historiografia, publicou também nessa editora Vencidos da vida (1944). Da sua lavra, lançou igualmente Os fantasmas da torre de Londres (1942).

De resto, traduziu obras de Géo Duvic e Ponson du Terrail, entre as quais se destacam O estrangulador invisível (1946), do primeiro, e A peste negra (1940), do segundo.

Publicou em 1947 pela Empresa Nacional de Publicidade a sua obra mais emblemática, Feras no povoado, onde relata a vida e peripécias em Boticas, aldeia de onde era natural

Entretanto, manteve a sua carreira de jornalista, desempenhando funções como Chefe da Biblioteca do Arquivo do Diário de Notícias.

A sua obra está presentemente a ser reeditada pela editora Caixotim.

Afonso Reis Cabral
28-11-2013

Bibliografia activa

Tradutor

O estrangulador invisível: romance policial, 1946, Léo Duvic, colecção «Grandes mistérios, grandes aventuras» n.º 20, Lisboa: Romano Torres.
Localização:        L. 37398 P. e L. 98684 P. (BNP); 81/20 (Biblioteca da Academia das Ciências de Lisboa)

O fantasma revelador: romance policial, 1947, Géo Duvic, colecção «Grandes mistérios, grandes aventuras, n.º 24, Lisboa: Romano Torres.
Localização:        L. 38296 P. e L. 95521 P. (BNP); 81/24 (Biblioteca da Academia das Ciências de Lisboa)

A peste negra: romance sentimental, [194-], Ponson du Terrail, colecção «Reclamo», Lisboa: Romano Torres.
Localização:        L. 37761//1 P. e L. 98626 P. (BNP); 224/2 (Biblioteca da Academia das Ciências de Lisboa)

Autor

Bocage, esse desconhecido…, 1941, Lisboa: Romano Torres.
Localização:        FL BOCAGE, Manuel Maria Barbosa du-94/BOC (Bibl. Pub. Mun. Setúbal)

Os fantasmas da Torre de Londres, 1942, Lisboa: Romano Torres.
Localização:        L. 34427 P. e L. 38296 P. (BNP)

Vencidos da vida: balanço literário e político da segunda metade do século XIX, 1944, Lisboa: Romano Torres.
Localização:        L. 36290 P. e B.R. 2260 (BNP)

Arquivo secreto da Imperatriz Maria Luísa (2.ª mulher de Napoleão), [195-], Lisboa: João Romano Torres (consta na Porbase como sendo da Imp. Portuguesa, mas de facto foi editado pela Romano Torres ca. 1951).
Localização:        H.G. 26330 P. (BNP)

 

Bibliografia passiva

Sá Machado, Paulo, «Gomes Monteiro, vulto das letras transmontanas e nacionais», Junta de Freguesia de Boticas (última consulta a 28-11-2013).

 

 

 

Morais, Joaquim

 

 

Em breve

 

 

 

 

N

 

 

Nelson, Maria

 

 

Em breve

 

 

 

 

O

 

 

Osório, Ana de Castro, 1872-1935

 

 

Ana de Castro Osório

Ana de Castro Osório
(Mangualde, 1872 – Lisboa, 1935)

Ana de Castro Osório foi uma conhecida figura da literatura infantil, do republicanismo e do feminismo.

Começou a escrever aos 23 anos no periódico Mala da Europa e é considerada por muitos como a fundadora da literatura infantil em Portugal.

Defendeu as suas ideias políticas republicanas e feministas através da escrita, que, por um lado, conta com personagens femininas emancipadas e esclarecidas (Ambições, 1903, Mundo novo, 1927, ou Um passo em falso, s.d.) e, por outro, com personagens femininas que se mantêm dentro do esquema tradicional, permanecendo assim subjugadas.

Mas a sua luta foi além da escrita. Fundou a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, o Grupo de Estudos Feministas (ligado à Maçonaria, na qual era iniciada), a Cruzada das Mulheres Portuguesas e a revista A Sociedade Futura. A sua actividade como subinspectora para o Trabalho Feminino possibilitou-lhe conhecer as dificuldades práticas das mulheres, tendo desenvolvido intensa campanha pelos direitos destas ao distribuir panfletos, dar conferências, etc. Desenvolveu actividade política com Afonso Costa em prol da república.

Como escritora de livros infantis, para além dos seus próprios trabalhos (Bem prega frei Tomás, peça em um acto, 1905, Os nossos amigos, 1911, Viagens aventurosas de Felício e Felizarda, 1923, O príncipe das maçãs de ouro, 1935, etc.), coligiu contos de cariz popular e traduziu histórias infantis de autores estrangeiros como Hans Christian Andersen e os irmãos Grimm. Estes textos foram publicados entre 1897-1908 e 1921-1935 em folhetins com o título «Para as crianças», sendo paulatinamente coligidos em vários volumes da famosa colecção com o mesmo nome.

A sua colaboração com a Romano Torres foi pontual. Traduziu apenas, em colaboração com um familiar de nome Miguel Osório de Castro, duas obras de Luigi Motta, sucessor de Emílio Salgari: O túnel submarino, s.d., e Mistérios do oceano, este último provavelmente dos anos vinte do século passado.
Irmã do poeta Alberto Osório de Castro. Casou-se com o escritor Paulino de Oliveira em 1898, tendo sido mãe dos escritores José Osório de Oliveira e João de Castro Osório.

Afonso Reis Cabral

26-11-2013

 

Bibliografia activa

O túnel submarino, Luigi Motta, [19--], trad. Ana de Castro Osório e Miguel Osório de Castro, Lisboa: Romano Torres.
Localização:        L. 14811 P. (BNP)

Misterios do oceano: romance de aventuras, Luigi Motta, [192-] trad. Ana de Castro Osório e Miguel Osório de Castro, Lisboa: João Romano Torres.
Localização:        L. 19877 P. (BNP)

 

Bibliografia passiva

«Ana de Castro Osório», verbete in Dicionário de escritoras portuguesas – das origens à actualidade, Conceição Flores, Constância Lima Duarte e Zenóbia Collares Moreira, Ilha de Santa Catarina: Editora Mulheres, pp. 27-28.

«Ana de Castro Osório», resenha biográfica a cargo da Fundação Mário Soares, disponível online em http://www.fmsoares.pt/aeb/crono/biografias?registo=Ana%20de%20Castro%20Os%C3%B3rio (última consulta 26-11-2013).

«Infantil, Literatura», verbete in Dicionário de literatura, 1992, vol. II, Porto: Figueirinhas, pp. 468-474.

Mariano, Fátima, 2010, artigo «Ana de Castro Osório e a causa feminina», disponível online em http://www.jn.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1493744 (última consulta a 27-11-2013).

Marques, António Soares, 1992, Ana de Castro Osório e a literatura infanto-juvenil (subsídios para um estudo), conferência proferida a 18-06-1992, dia comemorativo do 120° aniversário da escritora, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, organizada pela AVIS – Associação para o debate de ideias e concretizações culturais de Viseu, em colaboração com o Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Viseu.

Neto, Inês, 2008, Ana de Castro Osório: escritora e editora para crianças, tese sob a orientação do Professor Doutor João Luís Lisboa, Lisboa: FCSH.

«Osório, Ana de Castro», 1994, verbete in Dicionário cronológico de autores portugueses, vol. III, Lisboa: Publicações Europa-América, pp. 131-132.

 

 

 

 

P

 

 

Padez, Francisco António Alçada

 

 

Em breve

 

 

Pereira, Manuel de Melo

 

 

Em breve

 

 

Pires, Mário C.

 

 

Em breve

 

 

 

 

R

 

 

Rodrigues, Aurora (Dora)

 

 

Em breve

 

 

Rodrigues, Fernanda Pinto

 

 

Em breve

 

 

Rodrigues, Graça

 

 

Em breve

 

 

Rodrigues, Guilherme, 1841-, também Autor

 

 

 

Portugal, dicionário histórico

Portugal, dicionário histórico…


Guilherme Augusto Rodrigues
(Lisboa, 1841 – ?)

Escritor e jornalista, viu-se forçado a abandonar os estudos aos 16 anos principalmente por causa da epidemia de febre amarela que atormentava Lisboa em 1857, mas também devido a dificuldades familiares. Continuou, contudo, a dedicar-se ao estudo da literatura e da história, trabalhando também como jornalista para vários periódicos da época. Entre outros, destacam-se os jornais literários O Despertador, Arquivo Literário, O Recreativo e Aurora Literária.

Foi proprietário e redactor, com João Sanguinetti, do jornal Álbum Literário.

Da sua bibliografia, destaca-se a direcção, com Francisco Maria Esteves Pereira, da enciclopédia Portugal, publicada entre 1904 e 1915 pela Romano Torres. Esta enciclopédia foi caracterizada por Artur Anselmo como «a primeira enciclopédia portuguesa pensada e realizada em termos comerciais, o que explica o facto de ainda hoje continuar a ser lida e procurada» [1].

Também na Romano Torres, traduziu várias obras de Oscar Vaudin, e escreveu um opúsculo intitulado Estudo biographico de Santo Antonio e historia dos seus milagres (1895).

Afonso Reis Cabral
24-01-2014

Bibliografia activa (selecção de obras)

Autor / editor literário

Estudo biographico de Santo Antonio e historia dos seus milagres, [1895], compilado por Guilherme Rodrigues, Lisboa: João Romano Torres.
Localização:        H.G. 16728//12 P. e H.G. 17666//7 P. (BNP)

Portugal: diccionario historico, chorographico, heraldico, biographico, bibliographico, numismatico e artistico : abrangendo a minuciosa descripção de todos os factos notaveis da história portugueza, etc., etc., obra il. com centenares de photogravuras e redigida segundo os trabalhos dos mais notáveis escriptores, 1904-195, direcção de Esteves Pereira e Guilherme Rodrigues, Lisboa: João Romano Torres (versão orignial vol. 1 e vol. 2).
Localização:        H.G. 52893 V., H.G. 52894 V., H.G. 52895 V., H.G. 52896 V., H.G. 52897 V., H.G. 52898 V. e H.G. 52899 V. (BNP)

Tradutor

Roma galante: chronica escandalosa da côrte dos doze Cesares, Suetónio, trad. de Guilherme Rodrigues, Lisboa: João Romano Torres & Ca.

A alegria de amar, 1923, Oscar Vaudin, trad. Guilherme Rodrigues, Lisboa: Ed. João Romano Torres.
Localização:        L. 25551 P., L. 35196 P. e TR. 4943 P. (BNP)

Amarguras do amor, 1923, Oscar Vaudin, trad. Guilherme Rodrigues, Lisboa: Ed. João Romano Torres.
Localização:        L. 25547 P. e L. 35192 P. (BNP)

O beijo do perdão: romance passional, [1923], Oscar Vaudin, versão de Guilherme Rodrigues, Lisboa: João Romano Torres.
Localização:        L. 25546 P. e TR. 4938 P. (BNP)

A mascara do crime, 1923, Oscar Vaudin, trad. Guilherme Rodrigues, Lisboa: Ed. João Romano Torres.
Localização:        L. 35194 P. (BNP)

Os olhos do mal, 1923, Oscar Vaudin, trad. Guilherme Rodrigues, Lisboa: Ed. João Romano Torres.
Localização:        L. 25548 P. e L. 35193 P. (BNP)

As garras do ódio, 1924, Oscar Vaudin, trad. Guilherme Rodrigues, Lisboa: Ed. João Romano Torres.
Localização:        L. 25550 P. e L. 35195 P. (BNP)

Amor supremo: romance passional, 1925, Oscar Vaudin, versão de Guilherme Rodrigues, Lisboa: Romano Torres.
Localização:        L. 15097 V. (BNP)

 

Bibliografia passiva

 

Anselmo, Artur, 1997, «O comércio livreiro de cadernetas e fascículos», Leituras, s.3, n.º 1, p. 97-104.

Lisboa, João Luís, 2013, «Au début, le Recreio», Congresso Internacional «A circulação transatlântica dos impressos – Conexões», São Paulo, Universidade de São Paulo (última consulta 21-01-2014).

«Rodrigues (Guilherme)», s.d., verbete in Grande enciclopédia portuguesa e brasileira, Lisboa e Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia, vol. XXV, p. 926.

 


[1] p.  102 (vd. bibliografia).

 

 

 

Rodrigues, Mário

 

 

Em breve

 

 

Rosado, José, também Autor

Capa de Pinóquio entre os leões

Capa de Pinóquio entre os leões

José Rosado
(?, ? – ?, ?)

            Ainda que ao todo, com 84 obras nas quais colaborou, José Rosado tenha sido responsável por uma boa parte de toda a produção da Romano Torres, que contou praticamente com um século de existência, o certo é que quase nada sabemos sobre este autor. Tratar-se-á provavelmente de um pseudónimo, embora nenhuma obra de referência até agora consultada possa corroborar esta informação.

Para além de ter escrito em parceria com o capitão Silva Neves [1] a obra 9 de Abril: romance dos portugueses na grande guerra (1925?), e a solo o livro humorístico Não o levarás contigo! (1945), José Rosado destacou-se como tradutor. É de sua autoria, entre outras, a tradução de Ben-Hur, de Lewis Wallace, que contou com cinco reedições.

No entanto, foi no campo da literatura infantil que José Rosado mais trabalhou, tendo assinado vários títulos da colecção «Manecas». Em particular, impressiona a qualidade e quantidade de livros infantis dedicados a Pinóquio, colocando esta personagem em vários pontos do globo e desempenhando várias actividades: Pinóquio entre os elefantes (1947), Pinóquio ás do pedal (1948), Pinóquio caçador (1948), Pinóquio joga a bola (1948), Pinóquio na Arábia (1957), Pinóquio na China (1959), Pinóquio no Japão (1959), etc. Esta série surgiu certamente para tentar aproveitar o desenho animado da Disney, que foi um grande sucesso em 1940.

Afonso Reis Cabral
10-06-2014

 

Bibliografia activa (selecção de algumas obras)

 

Rosado, José, e Silva Neves, [1925?], 9 de Abril: romance dos portugueses na grande guerra, il. Júlio Amorim, Lisboa: João Romano Torres & Ca.
Localização:                       L. 26365 P. (BNP) e EG1239 (Bib. Púb. Mun. de Elvas)

 

Não o levarás contigo! : prosa humorística, 1945, Lisboa: Romano Torres.
Localização:        L. 36672 P. e L. 96959 P. (BNP)

 

Ben Hur : romance-epopeia, (1966), Lewis Wallace, trad. de José Rosado, 5.ª ed, colecção «Obras escolhidas de autores escolhidos» n.º 19, Lisboa : Livr. Romano Torres, [D.L. 1966]
Localização:        L. 58546 P. (BNP)

 

Para mais obras, consultar catálogo online.


[1] Cf. verbete dedicado a este autor.

 

 

S

 

 

Saint-Maurice, Odette de, 1918-1993

Odette de Saint-Maurice

Odette de Saint-Maurice

Odette de Saint-Maurice
(Lisboa, 1918 – Óbidos, 1993)

 

Odette Passos y Ortega Más de Saint-Maurice Ferreira Esteves, mais conhecida como Odette de Saint-Maurice, foi uma escritora de grande sucesso na sua época. Em 1973, era «a escritora mais lida entre os autores [portugueses] vivos»,  segundo um inquérito aos leitores das bibliotecas da Fundação Gulbenkian [1].

Embora tenha nascido em Lisboa, foi criada no Porto. Cursou piano no Conservatório dessa cidade, tendo-se estreado no Rádio Clube Português com apenas 15 anos.

Colaborou desde cedo em jornais como A Voz, Novidades, Diário do Minho, Diário de Notícias, etc.

Na literatura, publicou em 1938, com apenas 20 anos, o livro de contos O canto da mocidade, que Teresa Leitão de Barros apontou como possuindo «exuberante riqueza de fantasia, saudável visão da vida, excelente educação moral, meritória tendência para instruir e dons literários muito prometedores» [2].

Seguiram-se logo vários títulos para as colecções «Manecas», com originais seus como O príncipe das mãos brancas (1940) e A fada sem coração (1940), e «Azul», com romances como Noiva dos meus sonhos (1942) . Através destas colecções, onde continuou a publicar originais e traduções, a Romano Torres esteve presente na sua carreira desde o início.

Odette de Saint-Maurice notabilizou-se sobretudo na literatura infanto-juvenil, em particular junto do público feminino de classe média. Porém, manteve interesse pela música, sua formação de base. Em 1976, lançou o álbum Canções de bem-querer com Frei Vicente, seu segundo marido.

Da sua vasta obra, ganhou especial importância A professora de meus filhos (1946), da Romano Torres, onde relata a vida liceal da época. Também de destaque, a série de 24 livros sobre a família Macedo (1955-1981), em várias editoras.

Foi sogra do maestro Vitorino de Almeida e avó das actrizes Maria e Inês de Medeiros, filhas deste.

É ainda hoje reconhecida como uma autora de destaque na sua época, tendo inclusive uma página no Facebook dedicada a si. Para mais informações, disponibilizamos em baixo um pequeno documentário feito em 2008 aquando dos 15 anos da sua morte.

Afonso Reis Cabral
06-03-2014

Bibliografia activa (selecção de algumas obras)

 

Autora

 

O príncipe das mãos brancas: novela infantil, 1940, colecção «Manecas», Lisboa: João Romano Torres.
Localização:          P. 11256 P. (BNP)

A fada sem coração: novela infantil original, 1940, ilustrações Júlio de Amorim, colecção «Manecas», Lisboa: Romano Torres.
Localização:          P. 11254 P. (BNP)

Noiva dos meus sonhos: romance, 1942, colecção «Azul», Lisboa: Romano Torres.
Localização:          L. 34436 P. (BNP); 39/131 (Biblioteca da Academia das Ciências de Lisboa)

Regresso tardio: romance, 1945, colecção «Azul», Lisboa: Romano Torres.
Localização:          L. 36690 P. e L. 96583 P. (BNP); 39/26 (Biblioteca da Academia das Ciências de Lisboa)
A professora de meus filhos: romance, 1946, colecção «Azul», Lisboa: Romano Torres.
Localização:          L. 37348 P. (BNP); 39/147 (Biblioteca da Academia das Ciências de Lisboa)

Tradutora

Os herdeiros do tio Milex, 1939, colecção «Azul», Max du Veuzit, Lisboa: João Romano Torres.
Localização:          L. 32604 P. e L. 33291 P. (BNP)

A casa enfeitiçada: romance, Magali, 1940, colecção «Azul», Lisboa: João Romano Torres.
Localização:          L. 33384 P., L. 33489 P. e L. 34702 P. (BNP); 39/25 (Biblioteca da Academia das Ciências de Lisboa)

Tudo por ela: romance, 1952, Léo Dartey, colecção «Azul», Lisboa: Edição Romano Torres.
Localização:          39/176 (Biblioteca da Academia das Ciências de Lisboa)

Bibliografia passiva

 

Nóvoa, António (org.), 2003, verbete in Dicionário de educadores portugueses, Porto: Asa, pp. 757-758.

Perdigão, Henrique, 1940, verbete in Dicionário universal de literatura, 2.ª ed., Porto: Latina, pp. 868-887.

 

 

 


[1] Apud Dicionário de educadores…, vd. bibliografia.

[2] Apud Dicionário…, vd. bibliografia.

Santos, Pedro

 

 

Em breve

 

 

Santos, Rui

 

 

Em breve

 

 

Silva, Arlete Soares

 

 

Em breve

 

 

Soares, Fernanda

 

 

Em breve

 

 

 

 

T

 

 

Teixeira, A.

 

 

Em breve

 

 

Teresa, Maria

 

 

Em breve

 

 

 

 

V

 

 

Vieira, Duarte

 

 

Em breve

 

 

Vivalva, António, pseud. de Ferreira, Antónia Leyguarda

 

 

Vd. Ferreira, Leyguarda